sábado, 1 de janeiro de 2011

Oração de amorização e cura pelo perdão

Digamos, então, depois de todas as explicações dadas, o que é a Oração de Amorização.
Pela Oração de Amorização, Jesus vão curando todas as feridas dó teu coração. A cura acontece com o perdão que vai sendo dado, realizado, repetido, durante a oração. Esta oração de perdão vai fazendo desaparecer todas as dores do desamor sofrido, e faz renascer um novo ou renovado amor para com a pessoa que te feriu, bem como para com os demais com quem convives.
Disse: tu e Jesus. Exacto. Sem os dois não se faz oração! E sem a presença de Jesus e a do poder do Espírito Santo, o resultado ou será pequeno, ou não acontecerá.
É importante que seja «oração». Isto é, um encontro entre ti e Jesus vivo, para realizarem juntos a cura de todas as tuas feridas.
Apresento-te, em seguida, um roteiro prático que te ajudará na tua oração pessoal para curar o teu coração.

7.1. Roteiro prático
1 — Invoca a presença de Jesus. Faz um momento de oração espontânea com Ele: adora-o, louva-o, agradece-lhe por todas as bênçãos recebidas.
2 — Torna presente, na tua imaginação, urna pessoa que te feriu.
3 — Realiza os passos do perdão. (Só os que forem necessários.)
— Perdoa a pessoa que te ofendeu.
— Pede-lhe perdão, se também a feriste.
— Perdoa-te a ti mesmo pelo erro cometido contra ela.
— Pede perdão a Jesus por ela e por ti próprio.
4 — Realiza os passos de louvor. Elogia.
— Louva, elogia a pessoa pelo seu lado positivo.
— Louva, elogia a Jesus pelo lado positivo dessa pessoa.
5 — Entrega as tuas feridas a Jesus e pede-lhe que as cure.
6 — Agradece ao Senhor a oração de amorização realizada.

7.2. Explicitação de todas as partes
Para exemplificar concretamente, apresento pequenos momentos de uma oração de amorização realizada com o próprio pai. Imaginemos que tens tido problemas com o teu pai, e este feriu o teu coração por comportamento nem sempre bom e justo.
1. INVOCA A PRESENÇA DE JESUS: faz um momento de oração espontânea.
Inicia a oração de amorização, entrando em clima de oração. Por exemplo: entra no teu quarto, fecha a porta, põe um fundo musical, senta-te numa cadeira, na cama, ou no chão, como preferires. Concentra-te uns instantes. Invoca a presença de Jesus, num gesto interior de fé. Porque Ele é Deus, é omnipresente e está, de facto, junto de ti. Se quiseres, poderás colocar uma cadeira à tua frente e visualizar Jesus aí sentado. Vê-o com os olhos do coração ou da imaginação. Contempla o seu rosto, o seu corpo, os seus olhos, o seu sorriso. Conversa com Ele uns momentos, louvando-o, agradecendo-lhe a presença. Elogia-o por algo de bom que te deu ou te fez nos últimos dias. Diz-lhe que queres amorizar tal pessoa para poderes curar o teu coração, pois desejas amá-la mais e melhor, como Ele ordenou. Pede-lhe a graça de poderes curar-te de todas as tuas feridas. Diz tudo com muito coração.
Se não conseguires visualizar Jesus vivo, faz um acto de fé, crê que Ele está presente, pois Ele disse: «Estarei contigo todos os dias...» Portanto, também agora, quando tu o invocas e dele precisas. Poderias, como auxílio, colocar diante de ti um quadro ou um poster de Jesus vivo, para facilitar a tua concentração.
A teu modo, podes orar:
«Jesus, Filho de Deus, meu salvador, vivo, ressuscitado, glorioso, invoco a tua presença junto de mim. Vem, Senhor Jesus! És Deus, e por isso podes estar presente em todos os lugares ao mesmo tempo. Portanto, também aqui, comigo, agora. Eu te adoro, Senhor Jesus. Reconheço-te como Deus, com o Pai e o Espírito Santo: Deus Uno e Trino. Louvo-te, Jesus ressuscitado, pois mesmo sendo um Deus infinito, poderoso, perfeitíssimo, maravilhoso, és simples, amigo, aconchegado a nós, pequenas criaturas humanas. Que maravilha poder contar com a tua presença junto de mim. Muito grato, Senhor Jesus.
Senhor, preciso muito da tua presença agora, pois quero curar o meu coração das feridas que me foram feitas, como também das que fiz em mim mesmo, por meus próprios erros. Preciso de curar o meu coração para poder amar mais e melhor, para ter mais s4úde, alegria de viver e disposição de servir. Quero usar o remédio que Tu me destes: o perdão. Quero usar a pomada do perdão, Jesus, hoje e por muito tempo, todos os dias, até sentir-me totalmente curado: Obrigado, Senhor, por nos teres ensinado uma terapia tão simples e tão prodigiosa. Ámen.»
2. TORNA PRESENTE, NA TUA IMAGINAÇÃO, UMA PESSOA QUE TE FERIU
Toma presente na tua imaginação unia pessoa que feriu o teu coração e que escolheste para amorizar. Imagina que Jesus a recebe com alegria, pois a ama. Eles sentam-se juntos, bem à tua frente, a olhar para ti. Sentam-se em cadeiras — ou na cama, ou no chão.
Se, porventura, não conseguires visualizar a pessoa, decide-te interiormente a realizar a oração, como se ela estivesse ali, oculta por uma cortina que não te deixa vê-la: a cortina escura da tua imaginação. Tu não a vês com a tua imaginação, mas ela está presente. Poderias também pôr uma foto dessa pessoa. Ou escrever o seu nome em tamanho grande e bem legível numa folha de papel, para a colocar diante de ti. O nome representa muito bem a pessoa.
Já estás na presença de Jesus e da pessoa. Estão em três: dois reais, vivos, presentes: Jesus e tu. A outra, está presente na imaginação.
Agora, tu conversas com a pessoa que se fez presente, agradecendo-lhe a presença e dizendo-lhe da tua vontade em te curares de todas as feridas feitas por ela, para amá-la mais e melhor. Fá-lo da maneira mais viva possível.
A teu modo podes dizer:
«Meu pai, tomo a liberdade de trazer-te à minha presença e à de Jesus vivo que está comigo, pois preciso de conversar contigo sobre alguns acontecimentos dolorosos que vivemos juntos, e que deixaram feridas no meu coração. Tenho a certeza, meu pai, que também tu queres este encontro, pois sei que me amas e que lamentas ter-me ferido. Sei que és bom e que desejas muito ver-me curado das minhas feridas.
Mas eu também, meu pai, desejo ver-te curado das feridas que te fiz; das tristezas, preocupações, desgostos que te causei. Será óptimo para nós este encontro, meu pai. Obrigado pelo teu amor por mim. Obrigado por aceitares o meu perdão e me dares o teu.»
A tua conversa com Jesus e com a pessoa a ser amorizada pode ser feita a meia voz. Isto é, falas de modo que possas ouvir a própria voz. Ouvires a própria voz, ouvires o que dizes, é dar um instrumento ao Senhor para agir dentro de ti. Ele irá usar a tua voz como instrumento para falar e atingir o teu coração.

3. REALIZA OS PASSOS DO PERDÃO
O perdão é o fogo que cauteriza as feridas do teu coração. O perdão generoso, forte, consciente, vivo e repetido muitas vezes é poderoso, infalível e eficiente para curar qualquer ferida emocional, por maior e mais antiga que seja.
Foi por isso que Jesus o ensinou, o ordenou e o pôs como condição necessária para sermos perdoados por Deus. Pedro, Apóstolo, perguntou a Jesus: «Senhor, quantas vezes devo perdoar ao meu irmão que pecar contra mim? Até sete vezes?» Jesus respondeu: «Não te digo, Pedro, até sete vezes. Mas até setenta vezes sete» (Mt 18,21-22).
Noutra oportunidade, Jesus afirmou: «Se não vos perdoardes uns aos outros os vossos pecados, tampouco o Pai celestial vos perdoará os vossos» (Mc 11,26). Na oração que Jesus nos ensinou, dizemos: «Perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos aos que nos ofenderam» (Mt 6,12).
O perdão é sabedoria. Sabedoria divina! Um ensinamento e uma ordem de Jesus para a nossa saúde espiritual, psicológica, emocional e física! Quantos já nem estariam mais doentes, nem traumatizados, nem destruídos emocionalmente, se tivessem aplicado às suas vidas essa sábia terapia do perdão.
Recorda que perdoar não significa desculpar, nem pôr panos quentes. Perdoar é reconhecer que a pessoa errou, e decidiste dar-lhe o perdão pelo erro cometido contra ti.
Quando Deus perdoa, ele não afirma: «Filho, tu agiste mal, mas não importa, não tem importância. Tu, afinal, não erraste muito.»
Pelo contrário, Deus diz: «Tu erraste. Mas porque estás arrependido, eu perdoo-te, todo o erro com toda a sua culpa.» Deus não minimiza. Não encobre. Ele perdoa. Perdoa como foi o erro, sem mudar nada. Sem minimizar nem aumentar. Deus age assim porque é justo.
Como o perdão de Deus, assim deve ser o teu. As vezes, é difícil perdoar. Principalmente quando a ofensa foi maliciosa, ou muito covarde, ou muito grande, ou muito repetida. Sim, é difícil, mas não impossível. Quando se trata de perdoar, Jesus vem sempre em auxílio, com o poder do fogo do Espírito Santo. Este sabe queimar todos os nós de ódio, de mágoa ou de ressentimento que trazemos.
A realização do perdão é feita em quatro direcções. São os quatro passos do perdão.
PRIMEIRO PASSO: Perdoar a quem te ofendeu. Conversando com a pessoa a ser amorizada, realiza o perdão num acto de vontade, firme e decidido. Perdoa, envolvendo todo o teu ser. Perdoa com a maior profundidade possível. Perdoa repetidamente até perceberes o perdão envolvendo todo o teu ser, até à profundidade. Perdoa muitas vezes: dias, semanas, até sentires o efeito benéfico.
Podes orar desta forma:
«Meu pai, recordo-me de que, ainda criança, assisti a uma forte discussão entre ti e a minha mãe. Lembro-me que tu foste muito duro, gritaste demais e até ameaçaste bater-lhe. Aquilo feriu-me muito, muito. Lembro-me que chorei bastante ao ver a minha mãe tão agredida e tão triste; lembro-me da raiva que senti por ti. Meu pai, eu te perdoo por teres ferido a minha mãe e, por isso, a mim também. Eu te perdoo por teres gritado tanto e ameaçado a minha mãe. Eu te perdoo, pai, por todo o sofrimento que me causaste naquele dia. Sente-te perdoado.»
«Pai, lembro-me de que nos meus doze anos, por ter ido a uma festa de aniversário de uma colega, sem tua permissão, e por ter voltado muito tarde, tu me bateste diante dos meus colegas. Tu me ofendeste muito naquele dia. Quando me lembro, sinto-me mal, humilhado, até hoje. Pai, eu te perdoo de todo o coração. Perdoo-te pela humilhação que sofri, pela vergonha que me impuseste diante dos colegas. Eu te perdoo, meu pai. Sente-te perdoado, pai, para sempre.»
Deste modo, percorres todas as feridas do teu coração, feitas pelo teu pai, no decurso de toda a tua vida. Passas a pomada do perdão em todas, tratando uma por uma.
SEGUNDO PASSO: Pedir perdão à pessoa pelo mal que lhe fizeste. Para curar as feridas do teu coração é preciso, às vezes, pedir perdão à pessoa pelas ofensas e feridas que lhe fizeste, quando ela te feriu. Trata-se de pedir-lhe perdão em oração, para que tu fiques curado. Fazê-lo pessoalmente seria ainda melhor, para uma reconciliação interpessoal.
Tiveste um desentendimento com alguém. Este agrediu-te, causou-te problemas e aborrecimentos. Ao seres assim tratado, tu retorquiste, acusaste, agrediste. Ambos ficaram feridos: tu e ele. Nesse caso, não basta tu perdoares-lhe. É preciso que lhe peças perdão também. Tu também o ofendeste, feriste, magoaste. Para a tua cura profunda é importante reconheceres a tua parcela de erro e pedires perdão.
— Mas foi ele quem começou! Não importa. Aqui não se trata de encontrar os culpados, mas sim de tu curares as feridas que ele te causou. Para isso é preciso perdoar-lhe, mas também pedir-lhe perdão.
Podes agir desta forma:
«Pai, aproveito para pedir-te perdão, pois naquela briga com a minha mãe, mesmo sendo tão pequeno, eu odiei-te. Desejei que desaparecesses, fosses embora para sempre, para não mais fazeres sofrer a minha mãe. E por muito tempo guardei ressentimento. Perdão, meu pai. Perdão pelos maus desejos alimentados contra ti, desejando que desaparecesses. Assim, como te perdoo, perdoa-me.»
«Eu te peço perdão, pai, porque naquela noite que voltei tarde da festa de aniversário e tu me bateste, eu fiquei cheio de ódio a ti e desejei-te muito mal. Muito mesmo! E fiquei a odiar-te, por muito tempo, esperando uma oportunidade para me vingar. Perdão, pai, pelo meu ódio, pelos maus desejos. Perdão, pai.»
Deste modo tu percorres todos os teus relacionamentos dolorosos com o teu pai e pedes-lhe perdão. Facto por facto. Ferida por ferida.
TERCEIRO PASSO: Perdoares-te a ti mesmo. Trata-se de perdoar a ti mesmo daquilo que foste culpado em algum episódio, em que tu e o outro saíram feridos, magoados emocionalmente. Por exemplo: alguém te caluniou. Tu retorquiste, agredindo-o com palavras duras, com ameaças de vingança. Ambos ficaram prejudicados. Para curar o teu coração da calúnia sofrida, precisas de perdoar-te profundamente do teu erro de ter contra-agredido. Ele errou. Tu também.
É preciso perdoar-te por teres agido de forma errada. Muitos não aprenderam a perdoar-se. Nunca ouviram falar em semelhante perdão. Por isso vivem cheios de ódio a si próprios, de inaceitação da sua própria pessoa, carregados de vergonha, medo, remorso, por causa das suas falhas e pecados. Carregam um fardo pesado, desagradável, malcheiroso, pela vida fora, quando já deviam tê-lo atirado ao fogo do autoperdão.
Cuidado! Perdoar-se não significa desculpar-se. Nem convencer-se de que não errou. Isto seria desastroso. Seria esconder o lixo debaixo do tapete. Seria ocultar a ferida. Perdoar-se é reconhecer o erro e dar-se um perdão profundo. Como tu perdoas aos outros, da mesma forma perdoa-te a ti mesmo.
Algumas pessoas têm muita dificuldade em se perdoar. O orgulho não lhes permite reconhecer que erraram. Dão-se todas as desculpas para não ter de admitir os próprios erros. Por isso não reconhecem a necessidade de perdoar a si mesmas.
Outras não se perdoam por auto-punição. Como por uma vingança ou raiva contra si mesmas, não se perdoam, para continuar a sofrer. São pessoas obviamente enfermas.
Perdoa-te. Não deixes de fazê-lo. Se Deus te perdoa de tudo, seja qual for o erro, quando lhe pedes perdão; se perdoas aos outros e eles a ti, não é justo, nem razoável, nem compreensível e muito menos ainda sábio, tu não te perdoares a ti mesmo. Quem és, para não quereres dar-te um perdão profundo a ti mesmo?
Podes agir desta forma:
«Eu, Mário, me perdoo, de todo o meu coração, por ter desejado que o meu pai desaparecesse para sempre, por ter brigado com a minha mãe. Eu me perdoo por todo o sentimento de raiva guardado e até cultivado em mim, por tanto tempo. Eu me perdoo por lhe ter desejado mal. Sim, eu me perdoo de todo o meu coração.»
«Quero perdoar-me, agora, por todo o ressentimento em relação ao meu pai, guardado e cultivado, por causa daquela sova. Eu me perdoo por não ter pedido licença para ir à festa; por ter voltado tão tarde, sabendo que ele não suportava isso. Eu me perdoo por até ter desejado a sua morte. Eu me perdoo de todo o coração.»
Deste modo, tu percorres as feridas do teu coração, feitas por ti em ti mesmo quando agiste de forma inconveniente e errada contra quem te ofendeu, e perdoas-te a ti mesmo com toda verdade e generosidade.
QUARTO PASSO: Pedir perdão a Jesus, por ti e pelo outro. O quarto passo consiste em pedires perdão a Jesus por ti e pela pessoa que estás amorizando. Tu o fazes, conversando com Jesus, apresentando-lhe o teu erro e humildemente pedindo-lhe perdão. Pede-lhe, também, que perdoe a pessoa que estás amorizando. Essa atitude humilde de pedir perdão para ambos trar-te-á uma abertura total do coração para receberes a ajuda poderosa do Senhor Jesus, a fim de ficares realmente curado das tuas feridas.
Podes realizar este passo da seguinte maneira:
«Jesus, eu te peço que perdoes a meu pai e a mim por nos termos ferido mutuamente. Perdoa a meu pai por aquela briga que teve com a minha mãe; por a ter ofendido tanto, entristecido tanto. Perdoa-lhe, pois agindo daquela forma, ele feriu-me profundamente. Perdoa-lhe Jesus, pois eu já lhe perdoei. Mas perdoa-me a mim também, pois errei contra o meu pai, desejando-lhe tanto mal, desejando até que desaparecesse da nossa vida. Perdão, Jesus.»
«Peço perdão também para mim e para meu pai, por nos termos ferido tanto naquela oportunidade em que me bateu. Perdoa-lhe, Senhor, por ter agido daquela forma diante dos meus colegas, por me ter humilhado tanto. Mas perdoa-me também; pois guardei-lhe tanto ódio, desejei-lhe tanto mal, e até esperava a oportunidade para me vingar. Perdão Jesus. Perdoa-nos por nos termos ferido tanto.»
Deste modo falas calmamente com Jesus, pedindo perdão para o teu pai e para ti mesmo.

7.3. Realizar os passos de louvor
Para amar é preciso, antes, fazer curativos nas feridas do coração. É preciso, porém, completar a obra, por meio do louvor, ou seja, do elogio à própria pessoa, e a Jesus, pelas qualidades dessa pessoa dentro do teu coração e, por isto, traz uma nova realidade de amizade e bem-querer.
O elogio e o louvor têm a capacidade de nos levar a reconhecer, a descobrir e a admirar muitas qualidades espirituais, psicológicas, morais e físicas das pessoas e, com isso, leva-nos a admirá-las e amá-las.
A amizade e o bem-querer para com alguém dependem da imagem que temos dele dentro de nós. Se a imagem é boa, gostamos; se a imagem é desfigurada, não gostamos. O que faz ou desfaz a imagem de alguém em nós são as boas ou más lembranças que guardamos das pessoas.
Podes perceber a importância do louvor, do elogio. Ele refaz a imagem. Toma-a bela. Sempre mais bela, quanto mais tu elogias e louvas, pois pelo louvor vais descobrindo e acrescentando qualidades, belezas. Elogiando, vais embelezando a imagem da pessoa dentro do teu coração. Quando a imagem fica bela, tu gostas, amas.
Não te aconteceu já, alguém dizer-te: «Eu já gostava de ti, antes de te conhecer pessoalmente!» Por quê? Porque alguém falou bem de ti a essa pessoa. Falando bem de ti, fizeram bela a tua imagem nesse coração, e ela passou a gostar de ti, mesmo sem te conhecer.
Aqui está mais um dos mais belos ensinamentos de Jesus. Mandou falar bem das pessoas. Isto é, mandou elogiar. Jesus mandou falar bem de todos. Falar sempre e só bem. Uma das maneiras mais fáceis e perfeitas de amar, de crescer no amor, é elogiar. Jesus mandou amar, elogiando.
MODO PRÁTICO DE REALIZAR OS PASSOS DO LOUVOR, DO ELOGIO.
É simples, como o fazes na conversa de todos os dias, entre amigos. Voltemos ao quarto onde estás amorizando o teu pai. Após passar a pomada do perdão em todas as feridas, tratando uma por uma, fazes elogios ao teu pai, por todas as suas qualidades, virtudes e boas acções.
Podes agir desta forma:
«Meu pai, se é verdade que houve acontecimentos dolorosos que nos feriram; se é verdade que tu me feriste e me fizeste sofrer, e que eu te feri, é bem verdade também que eu vejo e admiro o teu lado bom, o teu lado positivo, as tuas qualidades e virtudes.
Pai, sabes, eu admiro-te muito, como marido. Tu és um bom marido! Se é verdade que houve aquele incidente, e alguns outros momentos de desamor com a minha mãe, é também verdade que mil vezes eu vi-te amar, alegrar, acariciar, fazer a minha mãe feliz. Quero elogiar-te, pois tu és um bom esposo. Digo, até, que és um exemplo que posso seguir no futuro. Fico tão feliz ao ver-te sempre tão unido, delicado, bondoso, amante. A minha mãe é muito feliz por ter-te como marido.»
«Jesus, muito obrigado pelo exemplo do marido que é o meu pai. Sabes, Senhor, isto faz-nos um bem tão grande, a todos, em casa? Obrigado, Jesus! Quero louvar-te, Senhor, por todos os muitos momentos bons que o meu pai deu à minha mãe, pelos meses e anos vividos em tanto amor. Abençoa-os, e que tenham muitos anos de vida, vividos sempre num amor maior. Obrigado, Jesus.»
Desta maneira fazes elogios ao teu pai, e depois a Jesus vivo, por todas as qualidades que reconheces nele: qualidades espirituais, morais, físicas. Elogia-lo pelos bons momentos que te proporcionou, pelas surpresas e presentes.
7.4. Entregar as feridas a Jesus
Jesus está muito interessado em que cures o teu coração. Ninguém está tão interessado como Ele, pois sabe quanto é importante para a tua saúde espiritual, psicológica, emocional, física, familiar e comunitária a cura do teu coração. Aliás, ao iniciar a sua missão, Jesus afirmou que veio também para «curar os corações feridos» (cf. Lc 4, 14-22). Já Isaías profetizava: «É por suas feridas que nós somos curados» (cf. Is 53,5).
Entrega a Jesus vivo as feridas do teu coração para que apresse a cura. Falando com Ele, entrega as tuas feridas, as dores que sentes ou sentiste, as suas consequências. Suplica que as toque e as cure.
Podes orar assim:
«Senhor, entrego-te agora as feridas do meu coração para que as cures. Entrego-te, Jesus, aquela ferida tão dolorosa feita em mim por meu pai, quando ameaçou bater na minha mãe. Entrego-te toda a tristeza que senti, toda a tristeza que percebi na minha mãe, toda a raiva e mágoa que senti e alimentei em mim. Toca, Senhor, nesta ferida, e cura-a profundamente, totalmente.»
«Entrego-te, Senhor, aquela ferida tão dolorosa que o meu pai me fez, ao me bater diante dos meus colegas. Entrego-te, Jesus, toda a dor, toda a tristeza sofrida, toda a vergonha daquele momento, toda a raiva, e até o ódio que senti pelo meu pai. Toca, Jesus, nesta ferida tão dolorosa e cura-a totalmente. Cura, Jesus, todas as consequências que permaneceram em mim, por aquela sova recebida. Cura, Senhor, toda a vergonha, toda a humilhação. Cura, Jesus. Muito obrigado, Senhor, porque estás tocando e aprofundando a minha cura. Obrigado pelo teu amor redentor.»
Desta forma, entregas as feridas, uma por uma, e pedes ao Senhor que as toque e as cure.

7.5. Agradece a oração de amorização realizada
Após teres feito todo o processo de perdão e de louvor, termina este período de oração com uma palavra de agradecimento a Jesus, pela sua presença e pela ajuda que te proporcionou. No caso de perceberes alguma modificação íntima, como paz, alegria ou libertação, não deixes de agradecer imediatamente ao Senhor. Que esta oração seja bem pessoal e íntima, concreta e criativa.
Podes orar assim:
«Senhor Jesus, agradeço-te de todo o coração pela tua presença tão benéfica e tão desejável. Agradeço-te, de modo todo particular, por esta terapia maravilhosa que nos ensinaste, a terapia do perdão. Que maravilha. Senhor, poder curar as feridas do coração, por meio do perdão. Muito agradecido, Senhor, por este momento de oração, no qual pude aprofundar a minha cura emocional. Agradeço-te todo perdão que pude dar, que pedi e que dei a mim mesmo. Muito agradecido, Senhor, pois sinto o quanto este momento me fez bem. Afirmo-te que espero contar com a tua presença, o teu poder e à tua bênção de cura, sempre que voltar a fazer os curativos às feridas do meu coração. Espero poder fazê-lo todos os dias. Obrigado, Senhor. Ámen.»
Por certo percebeste a importância, a facilidade, a riqueza e até a beleza de poderes curar a tua, história, de poderes cicatrizar todas as tuas feridas emocionais. Basta, agora decidires-te a realizar a oração de amorização. cada dia um pouco; todos os dias, at6 que estejas curado, inteiramente curado.
No próximo capítulo, terás um exemplo vivo de Oração de Amorização, todo falado, passo por passo, momento por momento.

UM EXEMPLO VIVO, FALADO
«Chamo-me Júnior. Sou casado há nove anos. A minha mulher chama-se Marinalva. Temos três filhos. Ao ouvir falar da Oração de Amorização, percebi que, embora a minha vida matrimonial tenha sido uma maravilha, houve alguns acontecimentos dolorosos que deixaram marcas em mim. Não foram coisas extraordinárias, mas feriram-me. Quando delas me lembrava, percebia que não me haviam feito bem. Nas nossas conversas e diálogos ão tocávamos em determinados assuntos, pois acabaríamos, invariavelmente, a discutir.
Aprendi que a Oração de Amorização era eficiente para curar o meu coração. Propus-me experimentar. Afinal, não teria nada a perder. E se desse resultados, eu cresceria no amor para com a minha mulher. Era o que eu queria.
Feliz o dia em que comecei. Graças a Deus! Vou falar-te de como faço a minha Oração de Amorização, pois é isto que me pedem. Faço-o de bom grado. Alegro-me por poder ajudar.
Seria interessante — ao iniciar — que tivesses, à mão, o roteiro prático que está no início do capítulo anterior, para poderes acompanhar toda a sequência da Oração de Amorização. Vamos iniciar.»
8.1. Oração na presença de Jesus e da pessoa: Marinalva
Entro na sala. Fecho a porta para as crianças não entrarem, para que me sinta só e não haja interrupções. Gosto de um fundo musical suave, orquestrado. Ligo o aparelho. Sento-me numa poltronazinha que fica voltada para o sofá maior. Fecho os olhos. Faço um momento de concentração, imaginando-me envolvido pelo olhar amoroso de Deus, meu Pai. A sua luz envolve-me, O seu amor penetra-me. Sinto-me amado por Ele. Procuro perceber que eu também o amo.
Imagino Jesus presente. Visualizo-o, sentado à minha frente. Visualizo o seu belo rosto sorridente, os seus olhos, os seus cabelos, o seu corpo todo, as suas mãos. Sinto-me amado por Ele. Percebo que também o amo. Falo com Ele livremente. Falo-lhe em voz audível.
«Jesus, obrigado pela tua presença. Sei que estás comigo, pois afirmaste que estarias connosco todos os dias, até ao fim dos tempos. Eu creio na tua presença. Aliás, Tu és o Emanuel, o Deus-connosco. Aquele que se delicia em estar com os filhos dos homens. Eu te adoro, meu Senhor e meu Deus! Proclamo-te, declaro-te e quero-te como meu Deus. Louvo-te, meu Senhor, louvo-te com todas as forças do meu coração, por poder conhecer-te, amar-te, bendizer-te.
Louvo-te pela felicidade que me invade neste momento. Louvo-te, Senhor, pela maravilha de ter aprendido a curar-me pelo perdão. (E continuo louvando e agradecendo livremente por alguns momentos.)
Jesus, tomo a liberdade de pedir a tua ajuda, a graça do teu amor, e o poder do teu Espírito, para que eu possa amorizar Marinalva, a minha mulher. No nosso matrimónio, Senhor, houve milhares de momentos felizes, mas, infelizmente, Senhor, houve momentos dolorosos também. Senhor, eu quero, eu preciso curar-me, para amá-la melhor.
(Deixo que o meu coração diga, livremente, o que sente.)
Peço-te. Senhor, que aceites trazer Marinalva à nossa presença, para podermos realizar esta cura pelo perdão.
(Imagino que Marinalva entra na sala. Jesus recebe-a com amor. Sentam-se um ao lado do outro, defronte a mim. (ficamos, assim, voltados um para o outro.)
«Obrigado, Marinalva, por teres vindo. Estava justamente a dizer a Jesus que desejo amar-te mais, muito mais. Por isso, decidi fazer a Oração de Amorização. Sabes, meu bem, quero curar as minhas lembranças, o meu coração, para poder amar-te ainda mais, muito mais.
(Digo-lhe, por alguns momentos, o que me vai no coração. Sempre em voz audível.)»
8.2. Realizo os quatro passos do perdão: faço os curativos
Primeira ferida:
«Marinalva, quando éramos namorados, deves lembrar-te, prometi, certa dia, que te levaria ao cinema, e marquei as sete da noite, para o encontro. Quando cheguei eram nove, e tu estavas muito nervosa e aborrecida. Nem me quiseste receber, discutiste muito comigo e, pior, acusaste-me de ter andado com outras, antes de ir ter contigo. Quando quis explicar-te que tinha havido um problema com a minha mãe, e que precisei de levá-la, com urgência, ao posto & socorros, tu não quiseste ouvir-me. Lembro- -me de ter voltado para minha casa muito triste e magoado com a tua agressão e desconfiança.
Eu te perdoo, Marinalva. Perdoo-te de todo o meu coração. Perdoo-te por não me teres ouvido, quando quis explicar-te as razões do meu atraso. Perdoo-te, por me teres acusado de ter procurado outras. Perdoo-te, por não quereres saber do problema que tinha havido com a minha mãe.
Eu te perdoo. Sente-te perdoada definitivamente. Quero que te sintas perdoada.»
«Jesus, perdoa Marinalva. Ela feriu-me muito, naquela noite. Eu perdoo-lhe e peço-te que também lhe perdoes. Obrigado. Senhor!»
Segunda ferida:
«Marinalva, lembras-te da festa do nosso noivado? Aquele problema surgido com os convites marcou-me muito, sabes! Não quiseste que eu convidasse alguns dos meus melhores amigos, só porque tinhas algumas coisas centra eles. Eu senti-me muito injustiçado. Os teus amigos vieram todos! Mas os meus não puderam vir. O teu egoísmo e incompreensão marcaram-me muito, naquele dia.
Eu hoje perdoo-te. Perdoo-te de todo o meu coração. Perdoo-te pela tua intransigência e pelo teu egoísmo. Sente-te perdoada daquele erro que cometeste, da injustiça que cometeste contra mim.
Peço-te que também tu me perdoes, pois, na discussão que tivemos, eu também te magoei e te disse umas palavras bem duras e ofensivas. Perdão, Marinalva! Perdoa-me como eu te perdoo, de todo o coração.»
Eu, Júnior, perdoo-me, quero-me perdoar, pois naquele dia eu não me calei. As coisas que disse foram pesadas, e feri Marinalva. Sim, eu, Júnior, perdoo-me de todo o meu coração. Eu me perdoo para sempre daqueles erros cometidos contra Marinalva.
«Jesus, perdoa-nos por aquelas ofensas mútuas, por nos termos ferido, por todo o desamor praticado. Perdão, Jesus, perdão!»
Terceira ferida:
«Meu bem, quando éramos casados há alguns meses, tu deves lembrar-te, fomos à festa de casamento do Luís Fernando. Havia ali tantos casais jovens, amigos nossos.
Em determinado momento deste a desculpa de que te estavas a sentir mal e forçaste o nosso regresso a casa. A festa mal havia começado. Ao chegar ao carro para irmos embora, acusaste-me violentamente, numa cena de ciúmes incrível. Fizeste-me acusações descabidas, que eu nunca esperara. Depois de tentar explicar-me e sem tu me quereres ouvir, discutimos muito, brigámos e fomos para casa muito aborrecidos. Sabes, aquela cena marcou-me muito. A partir de então, não me sinto à vontade quando estamos reunidos com outros casais. Temo o teu ciúme. Fico intranquilo, entendes?
Marinalva, eu te perdoo de todo o coração. Perdoo-te de todas as acusações e insinuações que fizeste. Eu te perdoo por teres criado em mim medo dos teus ciúmes. Quero que te sintas perdoada. Tão perdoada como se aquele problema nunca tivesse ocorrido.
Perdoa-me também, pois errei, discutindo e agredindo-te como fiz, com palavras duras. Perdão Marinalva, perdão!»
Eu, Júnior, quero perdoar-me por a ter agredido. Sim, quero perdoar-me do que fiz. Foi errado. Devia ter-me calado. Mas perdoo-me. Definitivamente.
«Jesus, perdoa-nos. Perdão por aquela noite dolorosa de desamor. Nós nos ferimos tanto, Senhor. Perdão! Queremos ser perdoados e curados. Senhor Jesus, livra-nos deste sofrimento! Cura os nossos corações. Tira toda a dor provocada pelas nossas ofensas.»
Desta forma vou repassando todas as lembranças dolorosas. Vou fazendo curativos com a pomada do perdão em todas as feridas, uma por uma.
Só se deve fazer aquele passo de perdão que seja necessário. Por exemplo: na primeira ferida tratada, eu não pedi perdão a Marinalva nem me perdoei, pois naquele dia calei-me. Não a ataquei, nem a feri. Por isso, não precisava de pedir perdão nem de me perdoar. Mas, ao tratar as demais feridas, eu precisei de fazer os quatro passos de perdão. Entendeste? Se, por acaso, tiver ficado alguma dúvida, relê esta parte até ficar tudo bem esclarecido.

8.3. Realizo os passos de louvor: a Marinalva e a Jesus
Primeiro elogio:
«Marinalva, meu amor, se é verdade que houve aqueles problemas todos, os quais já não existem porque nós nos perdoámos, é verdade também que tenho muitos e grandes motivos para elogiar-te. E quero fazê-lo, diante de Jesus, com toda a sinceridade.
Quero elogiar-te, Marinalva, pela esposa maravilhosa que tens sido. És a grande graça de Deus na minha vida. Sou muito feliz por te ter encontrado, amado e casado contigo. O teu carinho, a tua compreensão, os teus cuidados por mim, o teu espírito de companheirismo, tudo faz de ti a melhor das esposas.»
«Obrigado, Jesus, por esta esposa maravilhosa que tenho. Obrigado pelo grande dom que recebi em Marinalva. Senhor, jamais mereceria tão grande bênção: a minha esposa. Obrigado, Senhor!»
Segundo elogio:
«Meu bem, quero elogiar-te pela mãe que sabes ser. Felizes são os nossos filhos, pela mãe que Deus lhes deu! Admiro a tua capacidade materna de estares, de brincares, de promoveres, de aconselhares os nossos filhos. Fico até com amorosa inveja quando te vejo a brincar com eles, tal como uma criança grande.»
«Obrigado, Jesus, pela mãe maravilhosa dos meus filhos. Obrigado, Jesus, porque assim os nossos filhos crescem em clima tão favorável de amor. Senhor, por mais que o quisesse. jamais agradeceria o bastante por mãe tão maravilhosa.»
Terceiro elogio:
«Marinalva, outra coisa muito bonita em ti é o teu amor pelos pobres e doentes. Sentimos o teu coração sair pela boca, pelos olhos, pelas mãos, quando estás com eles. A tua alma generosa e caridosa é algo invejável.»
«Jesus, louvado seja o teu santo nome pelo coração generoso de Marinalva. Ela sim, Senhor, sabe ver-te, amar-te e servir-te nos pobres. Obrigado, Senhor Jesus.»
(Desta forma, conversando em voz audível, vou realizando muitos elogios, louvando Marinalva por todas as boas lembranças, pelas suas qualidades morais, espirituais, psicológicas e físicas. Pelos seus trabalhos, sucessos, momentos de alegria, de ajuda. Pelos presentes, surpresas, enfim, por tudo quanto possa lembrar de bom. Quanto mais elogios fizer, tanto melhor, pois os louvores irão embelezar a imagem de Marinalva em mim. Quanto melhor a imagem, maior o amor por ela.)

8.4. Entrego as feridas a Jesus
«Senhor Jesus, meu Salvador, eu te entrego as feridas do meu coração. Entrego-te, hoje, de modo particular, as que me foram feitas por minha mulher. Entrego-te, Jesus, aquela que foi tão dolorosa quando ocorreu, na noite em que por ter levado a minha mãe ao posto de socorros, e por isso ter chegado tarde, Marinalva não compreendeu, e me acusou tão injustamente. Entrego-te toda a decepção, toda a dor, toda a tristeza e toda a mágoa que senti. Cura, Senhor, aquela ferida. Cura-a totalmente, não deixando nem cicatrizes.
Entrego-te também, Jesus, a injustiça que Marinalva cometeu contra mim, na festa do nosso noivado. Entrego-te toda a decepção, toda a impressão de egoísmo intransigente, toda a mágoa que gerou em mim. Cura, Senhor, toda aquela ferida com as suas consequências.
Entrego-te ainda, Jesus, toda a marca dolorosa que Marinalva deixou em mim, com aquela cena de ciúmes, com toda a agressão verbal. Entrego-te todo o medo que ficou em mim de que ocorra alguma vez outro problema como aquele. Cura totalmente todo o meu sofrimento, todo o medo, toda a insegurança que ficou em mim quando me encontro espontaneamente na presença de outros casais. Cura, Senhor. Eu te peço que me cures, pois o Senhor é meu Salvador. Faz chegar até àquelas áreas feridas a tua redenção, para me resgatares, para curares todo o mal. Obrigado, Senhor, por me estares curando. Obrigado, Senhor, por me estares restaurando e dando novas possibilidades de amar mais e melhor a minha mulher. Obrigado, Senhor.»

8.5. Conclusão da amorização
«Senhor, ao terminar a minha Oração de Amorização, deixo-te o meu muito obrigado pela tua presença, pela tua colaboração, pela tua graça. Sinto, Senhor, a tua graça a penetrar no meu coração. Sei, Senhor, que estas lembranças dolorosas estão a ser curadas. Sinto que o meu coração ama muito mais. Mais livremente. Percebo, Senhor, que algumas amarras interiores estão a desaparecer, e o meu coração se sente mais livre. Sei, Senhor, que vou amar muito mais a minha mulher. Obrigado, Senhor!»
Desta maneira termino a minha primeira Oração de Amorização. Durou trinta minutos, talvez. Depois, em cada dia, volto a repeti-la, renovando os curativos nas mesmas feridas, pelo perdão, e criando uma nova imagem positiva por meio do louvor ou dos elogios.
A ti que lês estas páginas, dou-te a certeza de que, pela Oração de Amorização, verás acontecerem curas maravilhosas no teu coração e perceberás o grande crescimento no teu amor.
Jesus ama-te muito!

Pe. Alírio
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