sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Paciência: coragem de sofrer e esperar

- Raramente a psicologia faz considerações sobre a paciência. Freud, por exemplo, nunca fez nenhuma referência a ela em toda a sua monumental obra. E, no entanto, a paciência é uma das virtudes necessárias, ou até indispensáveis, no relacionamento com os outros e também consigo mesmo.

Já houve quem dissesse que a paciência é a mais heróica das virtudes, justamente porque aparentemente não tem nada de heróico. Com efeito, nem todos conseguem vivê-la, mas somente aqueles que sabem vencer a si mesmos. Não por acaso um dos obstáculos mais freqüentes para se ter o bom humor é exatamente a impaciência. Esta última é muito bem expressa por um ditado chinês: “Vê-se um ovo e já se quer ouvi-lo cantar”.

Segundo uma definição que eu considero a mais acertada, a paciência é a coragem de sofrer e de esperar. De saber esperar o momento certo para dizer a própria idéia, para interferir, para julgar, para se lamentar, para agir. E de saber sofrer (do verbo latino “pati”, donde o nome “paciência”).

Mas é também a arte de ter esperança, de perseverar de modo confiante, sabendo que “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”, que a folha de amoreira se transforma em seda, que cada coisa tem o seu tempo.

Realmente, é assim. Na vida, qualquer coisa que tenha valor requer paciência. Pensemos nas coisas que consideramos importantes: o relacionamento com o cônjuge, com o chefe no trabalho, com os amigos; a tarefa de criar os filhos, de aprender a tocar piano, de conquistar um título ou um diploma. São coisas que exigem, todas elas, tempo e dedicação para serem realizadas.

A natureza também é assim. Basta ver quanto tempo as forças naturais necessitaram para executar o seu trabalho! O famoso rio Colorado precisou de milhares de séculos para esculpir a sua majestosa escultura, o Gran Canyon. Foram necessários milhões de anos para que as belíssimas Cordilheiras dos Andes se formassem...

E quando tentamos realizar algo que seja realmente muito importante, raramente obtemos sucesso na primeira tentativa. Abraham Lincoln perdeu quatro eleições antes de se tornar presidente dos EUA. Thomas Alva Edison fez ao menos duas mil tentativas antes de conseguir bons resultados com a lâmpada elétrica.

A paciência consigo mesmo é a capacidade de esperar e de resistir, de suportar as contrariedades, de dar um passo após o outro, de levantar-se continuamente após a queda, de recomeçar sempre. Enquanto que, ter paciência com os outros, significa conceder-lhes tempo: tempo para falar, para aprender, para experimentar, para se justificar, para crescer, para devolver...

Muitas vezes o pedido de compreensão e de perdão pelo passado e a declaração de confiança no futuro exprimem-se dizendo, assim como o servo naquela passagem do Evangelho> “Tenha paciência comigo”. Por esta razão a paciência é a virtude fundamental de todo educador ou educadora.

Além disso, a paciência nos permite enfrentar tudo o que a vida apresenta de nebuloso, de insípido, de monótono, fazendo-nos abraçar sem maiores dramas a verdadeira realidade dos fatos. Não existe profissão que seja todos os dias fantástica, interessante, atraente, que nunca teve ilusões, quem não sonhou com grandes realizações e cargos importantes? Por exemplo, o estudante de medicina, que sonhou com extraordinárias curas de raros casos clínicos e, mais tarde, como médico, deve ocupar-se de resfriados banais e de meras indigestões. Como o seminarista, entusiasmado durante anos a fio com a possibilidade de converter grandes pecadores, e que depois, como sacerdote, fica escutando quase que exclusivamente os quatro ou cinco monótonos pecados dos seus habituados fiéis. Como o jovem advogado que, levado pelas asas da fantasia, imaginou pronunciar discursos inflamados no tribunal e acaba mergulhando na realidade das montanhas de papéis sem vida. E assim por diante...

Na cultura ocidental, o homem se tornou um ser inquieto, prepotente e intrometido; enquanto que a mulher mantida mais à parte, pôde acumular, sem querer, um tesouro de paciência. Talvez é neste sentido que se devem compreender as misteriosas palavras de Catarina de Sena: “A paciência vence sempre. Ela não será nunca derrotada e será sempre mulher”.

E, para concluir, vejamos o que diz Leonardo da Vinci sobre a melhor atitude a assumir quando somos atacados, criticados ou caluniados pelos outros: “Diante das injúrias, a paciência causa o mesmo efeito que os agasalhos diante do frio. Porque, se multiplicares os agasalhos conforme o aumento do frio, esse frio não te poderá fazer mal algum. Do mesmo modo, nas grandes injúrias, faz crescer a paciência, e as injúrias não poderão ofender a tua mente”.

Pasquale Ionáta
Escola de Formação Shalom
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A virtude da prudência

Hoje devemos falar doutra virtude, porque dos apontamentos do Pontífice falecido conclui que era sua intenção tratar, não só das três virtudes teologais — fé, esperança e caridade —, mas também das quatro virtudes chamadas cardeais. João Paulo I queria falar das "sete lâmpadas" da vida cristã; assim lhes chamava o Papa João XXIII.

Pois bem, hoje eu quero continuar esse esquema, que o Papa desaparecido preparara, e falar brevemente da virtude da prudência. Desta virtude não pouco trataram já os antigos. Devemos-lhes, por isso, reconhecimento profundo e gratidão. Em certo sentido ensinaram-nos que o valor do homem deve medir-se com o metro do bem moral, que ele realiza durante a vida. É isto exatamente o que, em primeiro lugar, assegura a virtude da prudência. O homem prudente, que se aplica a tudo o que é verdadeiramente bom, esforça-se por medir todas as coisas, todas as situações e todo o seu operar, pelo metro do bem moral. Prudente não é pois aquele que — como muitas vezes se entende — sabe arranjar-se na vida e sabe tirar dela o maior proveito; mas aquele que sabe construir toda a sua existência segundo a voz da reta consciência e segundo as exigências da moral justa.

Assim a prudência constituí a chave para a realização do encargo fundamental que Deus confiou a cada um. Este encargo é a perfeição do próprio homem. Deus entregou a cada um de nós a humanidade que tem. necessário que nós correspondamos ao encargo recebido programando-o como ele requer.

Mas o cristão tem o direito e o dever de observar a virtude da prudência, também noutra perspectiva. A prudência é como imagem e semelhança da Providência de Deus nas dimensões do homem concreto. Porque o homem sabemo-lo pelo livro do Génesis — foi criado à imagem e semelhança de Deus. E Deus realiza o Seu plano na história da criação e sobretudo na história da humanidade. A finalidade deste desígnio é — como ensina São Tomás — o bem último do universo. O mesmo desígnio torna-se na história da humanidade simplesmente o desígnio da salvação, o desígnio que diz respeito a todos nós. No ponto central da sua realização encontra-se Jesus Cristo no Qual se expressou o eterno amor e a solicitude do próprio Deus, Pai, pela salvação do homem. Esta é, ao mesmo tempo, a plena expressão da Divina Providência.

Pois bem, o homem que é a imagem de Deus, deve ser — como de novo ensina São Tomás — de certo modo, a providência. Mas na medida da sua vida. Ele pode participar neste grande caminho de todas as criaturas para o termo, que é o bem do que foi criado. Deve — exprimindo-nos ainda mais na linguagem da fé — participar no divino desígnio da salvação. Deve caminhar para a salvação e ajudar os outros a salvarem-se. Ajudando os outros, salva-se a si mesmo.

Peço a quem me escuta que pense agora, a esta luz, na própria vida. Sou prudente? Vivo em consequência com o que sou, responsavelmente? O programa que realizo serve para o verdadeiro bem? Serve para a salvação que querem de nós Cristo e a Igreja? Se hoje me escuta um estudante ou uma estudante, um filho ou uma filha, olhe a esta luz para as próprias obrigações de escola, as leituras, os interesses, os passatempos e o ambiente dos amigos e das amigas. Se me escuta um pai ou uma mãe de família, pense um pouco nos seus deveres conjugais e de progenitura. Se me escuta um ministro ou homem de Estado, olhe para a extensão dos seus deveres e responsabilidades. Procura ele o bem verdadeiro da sociedade, da nação e da humanidade? Ou só interesses particulares e parciais? Se me escuta um jornalista, um publicista, uni homem que exerce influxo na opinião pública, reflicta sobre o valor e sobre o fim desta sua influência.

Também eu que vos falo, eu o Papa, que devo fazer para actuar prudentemente? Vêm-me ao espírito as cartas de Albino Luciani, então Patriarca de Veneza, a São Bernardo. Na sua resposta ao Cardeal Luciani, o Abade de Claraval — Doutor da Igreja — recorda com grande insistência que deve ser "prudente" quem governa. Que há-de fazer então o novo Papa a fim de proceder prudentemente? Sem dúvida muito deve fazer neste sentido. Deve sempre aprender e sempre meditar em tais problemas. Mas, além disso, que pode Ele fazer? Deve orar e fazer o possível por ter aquele dom do Espírito Santo que se chama dom do conselho. E todos quantos desejam que o novo Papa seja Pastor prudente da Igreja, peçam para Ele o dom do conselho. E para si mesmos, peçam também este dom, por meio da especial intercessão da Mãe do Bom Conselho. Porque deve desejar-se muito que todos os homens se comportem prudentemente e que procedam com verdadeira prudência aqueles que exercem o poder. Para que a Igreja — prudentemente, fortificando-se com os dons do Espírito Santo e em particular com o dom do conselho — participe com eficácia neste grande itinerário para o bem de todos, e para que a todos mostre o caminho da salvação eterna.

Papa João Paulo II

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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Toda A Igreja é Apostólica


A Igreja é una, santa, católica e apostólica na sua identidade profunda e última.

Toda a Igreja é apostólica, na medida em que, através dos sucessores de Pedro e dos Apóstolos, permanece em comunhão de fé e de vida com a sua origem.

Toda a Igreja é apostólica, na medida em que é «enviada» a todo o mundo.

Todos os membros da Igreja, embora de modos diversos, participam deste envio.

«A vocação cristã é também, por natureza, vocação para o apostolado».

E chamamos «apostolado» a «toda a atividade do Corpo Místico» tendente a «alargar o Reino de Cristo à terra inteira» (Vaticano II, Apostolicam Actuositatem, 2).

«Sendo Cristo, enviado do Pai, a fonte e a origem de todo o apostolado da Igreja», é evidente que a fecundidade do apostolado, tanto dos ministros ordenados como dos leigos, depende da sua união vital com Cristo (ibid., 6).

Segundo as vocações, as exigências dos tempos e os vários dons do Espírito Santo, o apostolado toma as formas mais diversas. Mas é sempre a caridade, haurida principalmente na Eucaristia, «que é como que a alma de todo o apostolado» (ibid., 3).

A Igreja é una, santa, católica e apostólica na sua identidade profunda e última, porque é nela que existe desde já, e será consumado no fim dos tempos, «o Reino dos céus», «o Reino de Deus» (Ap 19, 6), que veio até nós na Pessoa de Cristo e que cresce misteriosamente no coração dos que n'Ele estão incorporados, até à sua plena manifestação escatológica.

Então, todos os homens por Ele resgatados e n' Ele tornados «santos e imaculados na presença de Deus no amor» (Ef 1, 4), serão reunidos como o único povo de Deus, «a Esposa do Cordeiro» (Ap 21, 9), «a Cidade santa descida do céu, de junto de Deus, trazendo em si a glória do mesmo Deus» (Ap 21, 10-11).

E «a muralha da cidade assenta sobre doze alicerces, cada um dos quais tem o nome de um dos Doze apóstolos do Cordeiro» (Ap 21, 14).

Catecismo da Igreja Católica §§ 863-865


com minha bênção sacerdotal
Pe.Emílio Carlos+
Comunidade Alpha e Ômega
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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Como Sabemos que a Igreja Católica é a Igreja Fundada por Jesus Cristo?

A Igreja de Cristo deve ter quatro notas.

I. Unidade
a) Cristo instituiu uma só Igreja: “Eu edificarei a minha Igreja” (Mt 16.19); e ela deve conservar-se uma só : “um só rebanho e um só pastor” (Jô 10.16)
E S. Paulo explica que “há um só Senhor, uma só fé, um só batismo” (Ef. 4.5)
b) A Igreja é una, porque tem um só governo, uma só fé e um só culto.

II. Santidade.
a) Cristo veio ao mundo para santificar os homens. Ele quer que nós nos santifiquemos (Jo 17.19). E para isto isto pregou uma doutrina de santidade e instituiu os meios de santificação ( os sacramentos).
b) Por isso a sua Igreja deve ter santidade, isto é, deve:
Pregar uma doutrina de santidade
Utilizar os seus meios de santificação;
Produzir Santos.

III. Catolicidade.
a) Cristo veio salvar todos os homens: “pregai o Evangelho a todas as criaturas” ( Mc 16.15). em todos os tempos” até a consumação dos séculos” (Mt 28.20)
b) Então a sua Igreja deve ser para todos os homens e para todos os tempos, sem nada mudar dos seus princípios.

IV. Apostolicidade
a) Cristo entregou sua Igreja aos apóstolos confiando-lhes a pregação do Evangelho e o governo espiritual dos homens.
b) Portanto, a Igreja de Cristo tem de ser a mesma que começou com os Apóstolos, conservando a mesma doutrina pregada pelos Apóstolos e com chefes que se prendem aos Apóstolos por uma serie ininterrupta.

Só ela tem as notas da Igreja de Cristo. Só ela é una, santa, católica e apostólica.
Vejamos:

I. Só ela é una. Tem:
- um só chefe universal – o Papa;
– uma só fé: é uma beleza ver a Igreja de S. Pedro em Roma, católicos de todo o mundo rezarem o Credo: todos crêem as mesmas verdades.
- um só culto: Em Roma, na Austrália, ou no congo, acompanho a S. Missa pelo meu missal, como na minha paróquia: e recebo do mesmo modo, os mesmo sacramentos

Observe que, quando se fala da Igreja Católica, apenas se diz: a Igreja : e quando se diz do protestantismo, se diz: as igrejas.

II. Só ela é santa:
- prega doutrina de santidade do Evangelho.
Sempre ensinou que boas obras são necessárias à salvação. Nunca alterou a doutrina de Cristo, embora chamem de atrasada – como no caso do divórcio e das falsas liberdades;
- utiliza de meios de santificação. Tornando-os até obrigatórios (como Missa aos domingos e dias de santos, Comunhão da Pascoa, confissão anual, jejum, abstinência) e aconselhando sua maior freqüência;
- produz Santos.
A Igreja Católica tem uma legião imensa de santos de todas as condições e idades, em todos os tempos e ainda hoje.
Convida seus filhos à santidade nas associações, congregações e ordens religiosas, algumas de grande rigor.
Produz verdadeiros heróis , que cuidam do próximo com uma dedicação desconhecida das outras religiões.
Vivendo em estado de graça, cumprindo os mandamentos de Deus e da Igreja, freqüentando os Sacramentos, praticando as virtudes alcançaremos tambema perfeição.

III. Só ela é Católica:
-está estendida por todo o mundo;
- é a mesma em toda parte;
- procura alcançar todos os homens, mandando missionários aos países mais longínguos e convidando-nos a trabalhar pela conversão dos homens.

IV. Só ela é apostólica.
- conserva a mesma doutrina dos apóstolos;
- seu chefe é o sucessor de S. Pedro
De Pio XII (hoje Bento XVI) a S Pedro é ininterrupta a sério dos papas que governaram a igreja de Cristo .

Fonte: Olhar católico
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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O amor de Deus nos cura

Irmã Maria Eunice
Foto: Wesley de Almeida/CN
O amor de Deus nos cura. A força do amor nos cura. O amor salva, ressuscita, dá vida nova. Um dos momentos mais bonitos em nossa vida é quando reconhecemos o amor de Deus por nós. Mas, para isso, é preciso fazer essa experiência com o amor de Deus.

O que é realmente a cura interior? Afinal, estamos num Acampamento de cura interior. E eu vejo que a cura interior é uma das grandes graças que a Renovação Carismática Católica trouxe para nós. Pois bem, a cura interior consiste em estar aberto para ser amado e para amar.

Os remédios, as terapias, os tratamentos ajudam. Mas não resolvem. O que resolve é a experiência com o amor de Deus. E muitas pessoas, infelizmente, não estão abertas para serem amadas. Eu preciso ter essa compreensão do amor que Deus tem por mim. Deus é Pai com um coração de mãe!

O amor de Deus é um amor de totalidade. Não é um amor “em partes”. O Seu amor é único e precisa ser trabalhado em nosso interior. Certa vez, Madre Teresa de Calcutá, foi pregar num retiro para sacerdotes do mundo inteiro. Ela estava diante de teólogos, homens de grande intelecto, que ficavam surpresos em perceber a autoridade com que ela falava. Uma autoridade na simplicidade. Ela dizia àqueles sacerdotes: “Deus não os chamou para o sucesso, mas para servi-lo com amor e humildade”. Certa vez também, um repórter perguntou para Madre Teresa: “O que é ser santo?” E ela respondeu: “Ser santo é fazer as pequenas coisas com um grande amor”.

Meus irmãos, amar é treino. É a cada dia colocar uma “pitada”. Às vezes Deus nos leva a situações em que dizemos: “Meu Deus! Onde você está?” Mas Deus não nos abandonou. Pelo contrário, Ele está sofrendo conosco. Ele está sempre ao nosso lado.

“Deus não nos abandonou”, Irmã Maria Eunice
Foto: Wesley de Almeida/CN
Às vezes para aprender a amar “tem que ralar”. Como a “mamãe” águia que ensina o seu filhote a voar e o treina, mesmo sabendo que o filhote está apavorado enquanto aprende a voar. O filhote está caindo, pois está aprendendo a voar e, cada vez que ele cai, a “mamãe” águia voa rapidamente e o pega em suas asas. Mas, mesmo em meio ao medo e as quedas do filhote a águia não desiste de treiná-lo.

Talvez hoje você esteja se sentindo como um filhote de águia. Talvez você esteja apavorado em meio ao sofrimento. Mas saiba que isso é necessário, pois, do contrário, nunca amadureceremos! Deus quer te ensinar a “voar”.

Se você me perguntar: “Qual a razão do sofrimento?” Eu não tenho uma resposta para isso. Somente sei que Deus nos ama. E Ele nos dá a força necessária para superar cada sofrimento que surge. Se você acreditar nesse amor, você conseguirá superar todos os obstáculos.

Isaías 49,14-16 diz: “Sião vinha dizendo: ‘O Senhor me abandonou, o Senhor esqueceu-se de mim!’ Acaso uma mulher esquece o seu neném, ou o amor ao filho de suas entranhas? Mesmo que alguma se esqueça, eu de ti jamais me esquecerei! Vê que escrevi teu nome na palma de minha mão, tenho sempre tuas muralhas diante dos olhos”.

A cura é um processo. A cura acontece através de passos. E durante esse processo de cura, nós vamos fazendo a descoberta de que Deus nos ama mesmo com os nossos pecados, traumas, carências etc.

Todos nós temos que dar perdão. Principalmente aos nossos pais. Abra a sua Bíblia no Salmo 22 e vamos ler juntos:

“O Senhor é meu pastor, nada me faltará. Em verdes prados ele me faz repousar. Conduz-me junto às águas refrescantes, restaura as forças de minha alma. Pelos caminhos retos ele me leva, por amor do seu nome. Ainda que eu atravesse o vale escuro, nada temerei, pois estais comigo. Vosso bordão e vosso báculo são o meu amparo. Preparais para mim a mesa à vista de meus inimigos. Derramais o perfume sobre minha cabeça, e transborda minha taça. A vossa bondade e misericórdia hão de seguir-me por todos os dias de minha vida. E habitarei na casa do Senhor por longos dias”.

O Senhor quer nos levar a fazermos uma experiência com o Seu amor. Ele conhece toda a nossa vida. Veja o que diz o Salmo 138,1-12:

“Senhor, vós me perscrutais e me conheceis, sabeis tudo de mim, quando me sento ou me levanto. De longe penetrais meus pensamentos. Quando ando e quando repouso, vós me vedes, observais todos os meus passos. A palavra ainda me não chegou à língua, e já, Senhor, a conheceis toda. Vós me cercais por trás e pela frente, e estendeis sobre mim a vossa mão. Conhecimento assim maravilhoso me ultrapassa, ele é tão sublime que não posso atingi-lo. Para onde irei, longe de vosso Espírito? Para onde fugir, apartado de vosso olhar? Se subir até os céus, ali estareis; se descer à região dos mortos, lá vos encontrareis também. Se tomar as asas da aurora, se me fixar nos confins do mar, é ainda vossa mão que lá me levará, e vossa destra que me sustentará. Se eu dissesse: Pelo menos as trevas me ocultarão, e a noite, como se fora luz, me há de envolver. As próprias trevas não são escuras para vós, a noite vos é transparente como o dia e a escuridão, clara como a luz”.

“Descanse em Deus. Repouse em Sua mão. Ele te enche de amor”
Foto: Wesley de Almeida/CN
Quantas pessoas já foram curadas apenas pela leitura da Palavra de Deus! E quando compreendemos que Deus nos ama com esse amor pessoal, único, como essa descoberta é libertadora! Deus só sabe contar até um. O amor que Ele tem por mim é único. O amor d’Ele por você é único.

Se Deus cuida de cada detalhe da criação, Ele não cuidará de cada detalhe da nossa vida? O próprio Jesus afirma que não devemos nos inquietar com o que haveremos de comer e de beber. Deus não apenas nos criou, mas Ele mesmo cuida de cada detalhe da nossa vida. Ele jamais se esquece de você! Ele jamais se esquece do Seu povo.

Abra sua mão direita e coloque a sua mão esquerda sobre ela. A mão direita representa agora a mão amorosa do Pai. A mão esquerda é a sua mão, a sua vida, depositada agora na mão amorosa do Pai. Ele não te criou para te deixar “jogado” no mundo, sozinho. Ele cuida de cada detalhe da sua vida. Deixe a sua mão esquerda relaxar sobre a mão direita. Deixe a sua vida repousar agora na mão amorosa do Pai.

Talvez você tenha se desviado do caminho de Deus. O pecado te desfigurou. Você foi se perdendo pelo caminho. Mas Deus te ama! Ele te conhece. Você não é um “número”, não é mais um nesse mundo. Ele te ama mesmo com seus pecados e com a vida que você traz hoje. Não importa o que você passou, o que você fez, Deus te ama e te conhece pelo nome. Sinta esse amor fluindo. Abra o seu coração e deixe que Ele te ame com esse amor verdadeiro e desinteressado.

Sinta esse amor te tocando desde o ventre materno. Desde o útero de sua mãe. O amor de Deus te liberta das dores que você sentiu já no ventre materno. Ele te cura dos medos, das rejeições, da depressão que sua mãe sentiu.

Ele te cura desde a sua infância. Cura da dor da separação de seus pais, das palmadas, da falta do leite materno, dos castigos que você sofreu quando urinava na cama. O Senhor te ama e te cura de várias situações dolorosas que você viveu na sua infância.

Jesus te cura na sua adolescência. Das cenas terríveis de seu pai alcoólatra agredindo a sua mãe. Da falta de colo, de carinho. Perdoe agora a sua mãe. Perdoe o seu pai.

O Senhor te segurou com Sua mão amorosa durante sua juventude. Todo o abuso que você sofreu em sua sexualidade, em sua afetividade. O Senhor te cura dessas marcas, dessas dores. Veja: você está gravado na palma da mão de Deus! Jesus lava com Seu precioso sangue todo o mal que você foi sofrendo na vida até esse momento. Ele cria uma barreira protetora ao seu redor.

Descanse em Deus. Repouse em Sua mão. Ele te enche de amor. Seja agradecido a Jesus por Seu amor. Agora você pode começar uma vida nova. Uma vida nova através da força do amor.

Deus sopra sobre você o Espírito que dá a vida, que dá o amor. Aquela área que estava seca em seu interior está sendo restaurada agora pela força do amor que Deus tem por cada um de nós. Tome posse dessa graça.

Irmã Maria Eunice

Missionaria da Comunidade canção Nova
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AINDA QUE DEMORE

Às vezes temos pressa de menos. Outras vezes temos pressa demais. Em algumas ocasiões, Deus nos apressa. Em outras nos manda abandonar a pressa.

Por um lado, somos morosos nas tomadas de decisão mais difíceis e na negação da vontade própria. Por outro, não sabemos esperar calmamente os frutos da obediência, o momento de alívio, o galardão final nem o retorno de Jesus em poder e muita glória.
Mas, desde a queda, somos obrigados a esperar. A serpente já feriu o calcanhar do descendente da mulher (Gn 3.15), mas ainda não vemos toda a cabeça da serpente esmagada (Rm 16.20). Jesus já venceu a morte, mas ela ainda é o “rei dos terrores” (Jó 18.14), aquele monstro “cujo lábio inferior toca a terra e o superior, o céu, de modo a engolir tudo”.
Uma das mais bonitas palavras de encorajamento na prática da espera encontra-se no livro do profeta abaiuque: ” A visão escrita claramente em tabuas em tábuas aguarda um tempo designado; ela ( fala do fim, e não falhará. Ainda que demore, espere-a; porque ela certamente virá e não se atrasará.” (Hc 2.3 NVI )

O importante é que as promessas de Deus existem. E “é impossível que Deus minta” (Hb 6.18). Essa impossibilidade de mentir faz parte da natureza divina: “Deus não é homem para que minta” (Nm 23.19). A impossibilidade é mais estrutural do que ética. Quem faz a promessa é “o Deus que não pode mentir” (Tt 1.2).
A demora é uma questão relativa. O próprio Jesus garante que Deus fará justiça aos seus escolhidos, “embora pareça demorado em defende-luz” (Lc 18.7). Além da arte de esperar, precisamos aprender a arte de tomar posse daquilo que ele realmente promete, mesmo sem ver com os olhos naturais e sem agarrar com as mãos.
A exortação de Habacuque nos diz respeito. Ainda que a cessação da dor, a ressurreição, a plenitude da salvação, a apoteose, os novos céus e a nova terra, a vida eterna demorem, espere-as, porque elas certamente virão e não se atrasarão. Na verdade, ” temos esta esperança como âncora da alma, firme e segura”, aqui e além do véu (Hb 6.19 , NVI ). A âncora é o símbolo clássico e universal da estabilidade.

Irmã Maria Eunice

Comunidade Canção Nova

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sábado, 22 de janeiro de 2011

“Tu sabes que te amo!”

Papa João Paulo II aos jovens

“Antes que fosses formado no ventre de tua mãe, eu já te conhecia; antes que saísses do seio materno, eu te consagrei” (Jr 1, 5). A Palavra dirigida por Deus ao profeta Jeremias toca-nos pessoalmente. Ela evoca o desígnio que Deus tem sobre cada um de nós. Ele conhece-nos individualmente, porque desde a eternidade nos escolheu e amou, confiando a todos uma específica vocação dentro do plano geral da salvação.

Queridos jovens, não duvideis do amor de Deus por vós! Ele reserva-vos um lugar no seu coração e uma missão no mundo. A primeira reação pode ser o temor, a dúvida. São sentimentos que, antes de vós, o próprio Jeremias experimentou: “Ah! Senhor Javé, não sou um orador, porque sou ainda muito novo!” (Jr 1, 6). A tarefa parece imensa, porque assume as dimensões da sociedade e do mundo. Mas não esqueçais que, quando chama, o Senhor dá também a força e a graça necessárias para responder ao chamamento.

Não tenhais medo de assumir as vossas responsabilidades: a Igreja tem necessidade de vós, precisa do vosso empenho e da vossa generosidade; o Papa tem necessidade de vós e, no início deste novo milênio, pede-vos que leveis o Evangelho pelas estradas do mundo.

No Salmo Responsorial escutamos uma pergunta que no mundo poluído de hoje ressoa com uma particular atualidade: “Como poderá o jovem manter puro o seu coração?” (Sl 119/118,9). Escutamos também a resposta, simples e incisiva: “Guardando a Vossa palavra” (ibid.). Portanto, é preciso suplicar o gosto pela Palavra de Deus e a alegria de poder testemunhar algo que é maior do que nós: “Alegro-me em seguir os Vossos desígnios...” (ibid., v. 14).

A alegria nasce também da consciência de que inúmeras outras pessoas no mundo acolhem, como nós, as “ordens do Senhor” e as tornam substância da sua vida. Quanta riqueza na universalidade da Igreja, na sua “catolicidade”! Quanta diversidade segundo os países, os ritos, as espiritualidades, as associações, movimentos e comunidades, quanta beleza e, ao mesmo tempo, que profunda comunhão nos valores e adesão comuns à pessoa de Jesus, o Senhor!
Percebestes, vivendo e orando juntos, que a diversidade dos vossos modos de acolher e de exprimir a fé não vos separa uns dos outros nem vos põe em concorrência. Ela é apenas uma manifestação da riqueza daquele único e extraordinário dom que é a Revelação, do qual o mundo tanto precisa.

No Evangelho que há pouco escutamos, o Ressuscitado faz a Pedro a pergunta que determinará toda a sua existência: “Simão, filho de João, tu me amas?” (Jo 21,16). Jesus não lhe pergunta quais são os seus talentos, os seus dons, as suas competências. Nem sequer pergunta àquele que pouco antes o tinha traído, se de agora em diante lhe será fiel, se já não vai vacilar. Pergunta-lhe a única coisa que conta, a única que pode dar fundamento a um chamamento: tu me amas? Hoje, Cristo dirige a mesma pergunta a cada um de vós: tu me amas? Não vos pergunta se sabeis falar às multidões, se sabeis dirigir uma organização, se sabeis administrar um patrimônio.

Pede-vos que o ameis bem. O resto virá como conseqüência. Com efeito, caminhar nas pegadas de Jesus não se traduz imediatamente em coisas a fazer ou a dizer, mas antes de tudo no fato de o amar, de permanecer com Ele, de o acolher completamente na própria vida.

Hoje respondeis com sinceridade à pergunta de Jesus. Alguns poderão dizer com Pedro: “Sim, Senhor, tu sabes que te amo!” (Jo 21,16). Outros dirão: “Senhor, tu sabes como eu desejaria amar-te bem, ensina-me a amar-te, para poder seguir-te”. O importante é permanecer na via justa, continuar o caminho sem perder de vista a meta, até ao dia em que podereis dizer com todo o coração: “Tu sabes que te amo!”.

Queridos jovens, amai Cristo e amai a Igreja! Amai Cristo como Ele vos ama. Amai a Igreja como Cristo a ama. E não esqueçais que o amor verdadeiro não põe condições, não calcula nem recrimina, mas simplesmente ama. Como podereis, de fato, ser responsáveis de uma herança que aceitais apenas em parte? Como participar na construção de algo que não se ama de todo o coração? A comunhão do corpo e do sangue do Senhor ajude cada um a crescer no amor por Jesus e pelo seu Corpo que é a Igreja.
Fonte: Comunidade Shalom
Escola de Formação Shalom
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Olhar para Maria

Olho para as imagens de Maria mas não falo com elas.

Maria não está lá.
Vou ao templo a ela dedicado, mas não falo olhando para a sua imagem.
Maria não está lá.

Tenho imagens dela no meu escritório e no quarto,
mas não falo com suas imagens.
Maria não está lá.

Canto sobre Maria e para Maria, sem olhar para sua imagem.
Maria não está lá.

Em geral, olho a escultura, depois perco os olhos no infinito,
às vezes os fecho e imagino Maria, lá onde ela está,
no colo infinito de Deus, ao lado de seu divino Filho.

Então eu lhe digo coisas. E peço que interceda por mim,
porque, de Jesus e de orar e interceder, Maria entende mais.

Não sou um cristão mariano, sou um cristão Cristocêntrico,
mas exatamente por colocar o Cristo Jesus o tempo todo no centro da minha fé
tornei-me também mariano.

Percebo Maria, porque, quem está perto de Jesus nunca está longe de Maria, assim como quem está perto de Maria nunca está longe de Jesus.

A um amigo de outra religião que me perguntou por que sou cristão falei de Jesus. Sou cristão por causa dele, não por causa dos seus santos. Mas sou-lhe grato pelos santos que ele nos deu.

A outro amigo que me perguntou por que fiz tantas canções para Maria, respondi que nunca ouvi dizer que um filho não gostasse de ver sua mãe elogiada.

Maria não é deusa, mas nunca ninguém neste mundo esteve tão perto de Deus quanto ela. Afinal, o Filho de Deus morou no seu ventre por nove meses e esteve lado a lado com ele por mais de trinta anos. Maria é cristocêntrica. Ela aponta o tempo todo para o centro que é Jesus e este, para a Santíssima Trindade.

Padre Zezinho, SCJ
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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O mundo digital – nova terra de missão

Através da ação missionária da Igreja, Deus vai ao encontro do homem, onde quer que ele esteja; é o Bom Pastor que vai buscar a ovelha perdida e se alegra ao encontrá-la (cfr. Lc 15,3-7). Nos Evangelhos podemos ver vários exemplos desta preocupação que o Senhor tem em encontrar o homem:

“Ao passar, Jesus viu sentado na coletoria de impostos um homem que se chamava Mateus. Disse-lhe: “Segue-me”. Ele se levantou e o seguiu” (Mt 9,9); “Viu dois barcos que se achavam à beira do lago; os pescadores que haviam desembarcado lavavam as suas redes. Ele subiu a umas das barcas, que pertencia a Simão” (Lc 5,2-3); “Quando Jesus chegou a esse lugar, levantando os olhos, disse-lhe: “Zaqueu, desce depressa: hoje preciso ficar na tua casa” (Lc 19,5). Teríamos várias outras citações nas quais vemos Jesus indo ao encontro, se doando e amando afetiva e efetivamente o homem pecador.

Com este mandato missionário: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16,15), o Senhor nos endereça ao mundo inteiro e a cada homem, e nos autoriza a penetrar em todos os lugares, sobretudo naqueles espaços onde o Seu nome não é muito conhecido. Para cumprir fielmente este mandato do Senhor, precisamos encontrar o homem de hoje lá onde ele se encontra e o devemos fazer de forma criativa e eficaz. Devemos, portanto, rever os nossos métodos e utilizar os meios mais eficientes para fazer chegar ao homem moderno a mensagem cristã.

Os meios de comunicação e o mundo digital são, dessa forma, uma nova terra de missão e representam, ao mesmo tempo, excelentes ocasiões de anúncio e diálogo para ajudar o homem de hoje a descobrir o rosto de Cristo e para mostrar às “ovelhas perdidas” e aos “filhos pródigos”, que Deus está perto e deseja encontrá-los nos lugares, momentos e atividades habituais do seu dia-a-dia. Devemos levar o nome de Cristo, o rosto de Cristo, a presença de Cristo aos homens e mulheres, jovens e crianças que usam os meios de comunicação em busca de companhia ou como uma forma de fuga de si mesmo; devemos pensar naqueles que não creem, que perderam a esperança, mas que trazem no coração o desejo do absoluto e de verdades que não passam. Todos eles “têm o direito de conhecer as riquezas do mistério de Cristo. Nestas, acreditamos que toda a humanidade pode encontrar, numa plenitude inimaginável, tudo aquilo que ela procura às apalpadelas a respeito de Deus, do homem, do seu destino, da vida e da morte e da verdade” (EN 53).

Josefa Alves Comunidade Shalom
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A fé como produto urgente

Em várias igrejas cristãs, mercê de uma catequese imediatista que privilegia o sentir, mais do que o estudar, o aprender e o compreender cresceram o número de pregadores que dicotomizam a fé entre o bem e o mal. Não há “pode ser” nem “talvez”. Trabalham com o certo e o absoluto. Tudo é anjo ou demônio, tudo é oito ou oitenta, tudo é Deus e anti-Deus. Entre São Paulo e Rio de Janeiro há pelo menos vinte cidades onde se pode morar com razoável conforto. Quem achasse que só se pode morar ou em São Paulo ou no Rio de Janeiro demonstraria incapacidade de assimilar a realidade.

São eles que em plena televisão ou congresso, quando apaga a luz atribui o fato ao inimigo, quando volta a acender após as preces que um deles comanda atribuem à volta a luz aos anjos. Recentemente um pregador olhou insistentemente o relógio de pulso que parecia não funcionar. Ao invés de ignorar o fato dramatizou. Pôs a culpa no maligno, tirou o relógio do pulso e o jogou para os bastidores. O maligno estaria prejudicando sua pregação ao fazer parar o seu relógio de pulso. Outro atribuiu a epidemia da dengue ao demônio da dengue que comandava os mosquitos para levarem a doença aos lares. Solenemente expulsou-o do Brasil.

Os fatos se multiplicam e se repetem. Pior em tudo é que muitos que assim fazem estudaram teologia, mas resolveram praticar uma fé mágica que vê anjos onde não há e demônios onde nunca houve. Supersimplificam a vida decidindo que o que prejudica os fiéis é do demônio e o que faz bem é dos anjos e do céu. Assim, o câncer é obra do demônio e a cura é obra do céu, exceto quando um deles fica enfermo. Aí, é provação do céu, porque o demônio não poderia ferir quem já é do Cristo.

Sua visão de Cristo foge à teologia num flagrante sinal de que não estudaram a matéria. Garantem que têm visões e revelações especiais e veiculam isso pela imprensa. Garantem curas que, não verificadas ficam por isso mesmo. E houve aquele que disse que somos cristãos porque somos filhos do Cristo. Disse também que amor filia é o mesmo que amor filial. Como ninguém contesta, tais pregações prosseguem.

Um dizia que o rock não pode ser musica cristã porque é som do demônio, outro afirmava que determinada canção muito cantada entre católico, se tocada de trás para frente era um louvor a satanás. E houve aquele que garantiu que Maria não tem poder nenhum porque ela está dormindo à espera da ressurreição, mas que seu pregador preferido opera milagres com um simples toque. Aleluia! O pregador daquela igreja está salvo e tem mais poder do que a mãe de Jesus que está morta e ainda não chegou ao céu! A conclusão é óbvia: para ele Jesus tem poder só na terra, mas não tem depois da morte porque é incapaz de levar até a mãe dele para o céu! Um trecho de Paulo lhe garante que o céu só se abrirá no ultimo dia da humanidade. Esqueceu os outros trechos da mesma Bíblia que falam de salvação imediata e que dizem que Jesus tem todo o poder no céu e na terra…

É claro que o fiel que vê alguém jogar fora óculos, cadeira de rodas e muletas ao som de uma prece escolherá esta igreja, e não a outra na qual o pegador manda pensar e diz que o milagre não tem hora nem lugar marcado para acontecer. Entre o milagre que pode acontecer, mas não se sabe quando porque é Deus quem decide operar e aquele que garantidamente acontece no culto das 20h e no do sábado, o fiel que busca resultado vai lá onde milagres acontecem ao comando de um pegador poderoso em obras e palavras.

O mundo sempre escolheu o imediato. Esperar é virtude que poucos cultivam. Também não esperam pelo céu. Porque sentar-se à espera de uma refeição que demoraria 30 minutos se ele pode encomendar um prato feito em dois ou três?

A fé do prato feito, imediata tomou conta de inúmeras igrejas. Do restaurante de comida boa, mas cujas refeições demoram, muitos mudam para o restaurante ao lado que servem na hora comida quentinha. Quem serve mais depressa ganha a freguesia. Exceto quando a freguesia descobre o valor do diálogo à mesa e sabe que refeição não é só questão de comer e saciar-se. Pode ser ágape! Mais do que comer é estar juntos!

Religião deveria ser ágape e não fast food! A vida não deveria ser fast food. Para a pressa dos nossos dias inventaram igrejas com milagres e curas garantidas, rápidas e com dia e hora marcados. Os fiéis vão lá onde se fala o que desejam ouvir, se faz o que desejam ver e aceitam pagar por isso porque é religião que enche os olhos.

Vitrais, imagens e paredes em catequese visual não lhes dizem muita coisa. O que os convence é o gesto dramático do irmão cheio de poder que derruba um demônio, faz um coxo andar e um mudo falar. Estes sinais os convencem. O sinal da cruz, uma cruz na parede, uma pintura de Jesus perdoando nada lhes diz. A fé dramática encanta mais do que a fé kerigmática.

Mas quem vai dizer isso às massas que, no dizer de Jean Baubrillard no seu livro sobre o fim do social e o surgimento das massas (Á Sombra das Maiorias Silenciosas) e de Zygmunt Bauman no seu livro sobre a transformação das pessoas em mercadoria (Vida Para Consumo) fala da perda de sentido e de referências e da compra e da venda de mensagens num mundo habitado por consumidores que descobriram também a religião de consumo. Numa esquina compram em dois minutos uma refeição já pronta e à sua espera, numa outra entram numa igreja e em poucos minutos presenciam um milagre ou uma expulsão de demônios. É a fé urgente a serviço da vida urgente.

Pregadores urgentes detectam em poucos minutos um anjo ou um demônio e acham uma resposta urgente garantindo que aquela resposta mudará a vida do fiel que adquirir aquela mensagem ou ir lá ouvir aquela pregação.

Criamos um mundo imediato de sapatos, roupas e comida prontos. Basta experimentar e pagar. O mundo ficou bem mais fácil. Como não poderia ser diferente alguém descobriu a religião com resposta rápida e garantida sem que voe precise aprender catecismo ou ler a Bíblia. Peque aquele trecho e pague os que o oferecem a você quando você precisar. Pronto! Problema resolvido. Semana que vem terá mais uma rodada de curas e milagres. Tiraram a decisão das mãos de Deus. Eles urgem com Deus, exortam e arrancam o milagre com suas preces intensas. Até publicam livros e panfletos de orações poderosas e infalíveis.

Ao fiel que entende que a vida e a fé não funcionam desta forma respondem que ele não tem fé, porque a Deus nada é impossível e para quem crê não existem barreiras.

E não faltam os palestristas que classificam a fé como produto. O fiel tem uma necessidade e o pregador tem uma resposta e uma solução, Vai ao livro ou conta uma história que anima o fiel a esperar pelo milagre.

Uma coisa, porém é vender objetos que ajudem a estudar melhor e aprofundar a nossa fé e outra garantir que aquele objeto perfumado ou trazido de Roma ou de Jerusalém e aquele óleo com gotas de óleo da Terra Santa tem mais chance de faze ro milagre acontecer!

Perguntei a uma senhora jovem que falava das maravilhas do rosário perfumado que trouxera de Jerusalém, que diferença havia entre manipular aquelas contas e as de outro rosário brasileiro. A resposta dela foi digna de um livro de Bauman ou de Baudrillard. Disse que o que valia não era o sentido, mas o sentimento. Este, sim é a única coisa verdadeira da vida! Pedi licença e revidei dizendo que o rapaz que diante da multidão acabara de matar a namorada refém, se governara pelo seu sentimento e não pelo sentido do seu ato!

Ela perguntou onde eu estudara!… Nos mesmos livros que seu pregador preferido também estudara! Mas optei por anunciar uma fé que não tem respostas tão urgentes nem tão mercadológicas.

A dimensão mercadológica da fé assusta! Olhe as obras, ouça os apelos, calcule o rio de dinheiro que passa pelas igrejas, pergunte aonde vai tudo isso e depois reflita sobre o produto que ajuda a fé e sobre a fé que se vale do produto! O acento revelará a igreja e o pregador!

Padre Zezinho, SCJ

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Atenção famílias católicas! vejam essa notícia.

“A Igreja reconheceu no Caminho Neocatecumenal um dom particular suscitado pelo Espírito Santo: como tal, ele tende a inserir-se na grande harmonia do corpo eclesial.” Com essas palavras, Bento XVI recebeu em audiência, no final da manhã desta segunda-feira, na Sala Paulo VI, no Vaticano, cerca de 7 mil membros do Caminho Neocatecumenal.

Durante o encontro o Papa enviou 230 novas famílias em missão a 46 países de diferentes partes do mundo, e 13 novas “missões além-fronteiras” que, compostas de um presbítero e 3-4 famílias, levam o Evangelho às regiões mais descristianizadas.

Encontravam-se presentes na audiência os iniciadores do Caminho, Kiko Arguello e Carmen Hernandez, junto com o Pe. Mario Pezzi e as equipes itinerantes responsáveis pelo itinerário em mais de 120 nações.

“Há mais de 40 anos o Caminho Neocatecumenal contribui para reavivar e consolidar nas dioceses e nas paróquias a Iniciação cristã, favorecendo uma gradual e radical redescoberta das riquezas do Batismo, ajudando a saborear a vida divina, a vida celeste que o Senhor inaugurou com a sua encarnação, vindo ao nosso meio.”

Foram as palavras com as quais Bento XVI acolheu os membros do Caminho Neocatecumenal. O Papa recordou o processo de redação do Estatuto do Caminho que, “após um côngruo período de validade “ad experimentum”, recebeu a sua aprovação definitiva em junho de 2008″, e “outro passo significativo”, que se deu nestes dias, ou seja, a aprovação, por parte dos organismos competentes da Santa Sé, do “Diretório catequético do Caminho Neocatecumenal:

“Com esses sigilos eclesiais, o Senhor confirma hoje e confia novamente a vocês esse instrumento precioso que é o Caminho, de modo que possam, em obediência filial à Santa Sé e aos Pastores da Igreja, contribuir, com novo impulso e ardor, para a redescoberta radical e alegre do dom do Batismo e oferecer a contribuição original de vocês para a causa da nova evangelização. A Igreja reconheceu no Caminho Neocatecumenal um particular dom suscitado pelo Espírito Santo: como tal, ele tende naturalmente a inserir-se na grande harmonia do Corpo eclesial.”

Em seguida, o Pontífice fez uma exortação “a buscarem sempre uma profunda comunhão com os Pastores e com todos os componentes das Igrejas particulares e dos contextos eclesiais, muito diversificados, nos quais vocês são chamados a atuar” – frisou.

Bento XVI recordou, de fato, que a “comunhão fraterna entre os discípulos de Jesus” é o “primeiro e maior testemunho ao nome de Jesus Cristo”. O Papa se disse alegre por enviar novas famílias em missão.

Durante a audiência o Santo Padre abençoou alguns Crucifixos e os entregou a 12 presbíteros e a 5 das 230 famílias que partirão para anunciar o Evangelho, em 46 países de diferentes partes do mundo, e que se acrescentam às mais de 600 já enviadas nos anos passados.

O Pontífice enviou 13 novas “missões além-fronteiras” à Alemanha, Áustria, Macedônia, França, Ucrânia, Hungria e Venezuela.

Ressaltando que a missão da Igreja não pode ser considerada uma realidade facultativa ou a mais da vida eclesial, o Santo Padre recordou que o anúncio do Evangelho é um compromisso de todos os cristãos como consequência do Batismo:

“Caros amigos, sintamo-nos partícipes da ânsia de salvação do Senhor Jesus, da missão que Ele confia a toda a Igreja. A Bem-aventurada Virgem Maria, que inspirou o Caminho de vocês e que lhes deu a família de Nazaré como modelo de suas comunidades, conceda-lhes viver a sua fé em humildade, simplicidade e louvor, interceda por todos vocês e os acompanhem em sua missão.”

Fonte: Blog Carmadélio
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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Dom Paulo

A SECULARIZAÇÃO E AS TRÊS DIMENSÕES RELIGIOSAS
Dom Paulo Sergio Machado
(Bispo da Diocese de São Carlos)


A secularização como processo e o secularismo como fruto marcam a atual posição do homem diante de Deus e, por conseqüência, diante da religião. Vivemos um processo de secularização que já iniciou há algum tempo, mais rápido para uns, mais lento para outros, mas que vai fincando raízes aqui e ali.

Demora mais a chegar à sociedade rural do que à urbana. Encontra mais resistência naquela do que nesta. Mas, convenhamos, os ventos da modernidade carregam o vírus do secularismo pluralista, bem como à luz dos prognósticos e profecias de uma crise global da religiosidade, a assim chamada onda de secularização atinge as três dimensões da religião, definidas, em inglês com os três “bês”: believing (crer); Belonging (pertencer) e Behaving (comportar-se).

Quanto aos “believing”, constata-se que não há uma significativa secularização. A maior parte da população se declara “crente” (não na acepção de protestante, mas no sentido daquele que crê). Mesmo que esse “crer” seja diluído numa mistura de crenças que vão da fé em um Deus que se revela à crença num ser superior, vago e indefinido. Não obstante uma ativa propaganda, alimentada, sobretudo pela mídia, o número de ateus ou agnósticos não aumenta. Dos estudos sociológicos, concluí-se, pelo contrário, que a grande maioria da sociedade brasileira identifica-se (ao menos formalmente) com a Igreja Católica (72%).

Quanto ao “belonging”, nota-se que o debate permanece vivo sobre a secularização da pertença e sobre a diminuição da prática religiosa. Há uma multiplicidade de “igrejas” e “religiões”, o que complica não somente o quadro, mas acaba confundindo a cabeça do crente. É bastante difundida a idéia de que “todas as religiões são boas”, numa flagrante compactuação com a ilogicidade da afirmação. O critério de “bondade” está intimamente ligado ao critério de “verdade”. Duas coisas não podem ser “boas”, ao mesmo tempo, se defendem princípios contraditórios.

Quanto ao “behaving”, observa-se que há uma ampla secularização dos comportamentos. Do divórcio ao aborto e à homossexualidade, a sociedade e as leis têm sempre menos em conta os preceitos da Igreja e/ou Religião. Nas três dimensões, a análise e as observações partem de uma perspectiva católica. Não podemos entende-las, sob grave risco de falsear a realidade, às outras religiões, sejam cristãs ou não cristãs. O que, realmente, observamos é que o católico freqüenta a Igreja, vai à missa, mas nem sempre segue aquilo que a Igreja prega ou que o Papa ensina. É possível encontrar católicos – e não são poucos – que sabem que o aborto é pecado grave e, mesmo assim, o justificam e até mesmo o praticam. O mesmo se pode dizer com referência ao divórcio, ao homossexualismo, ao uso de contraceptivos... É uma religiosidade que possui, também no terreno moral, tendências fortemente individualistas e que acaba coexistindo com a permissividade moral.

Estas observações são importantes não só para os “doutores” como também – e principalmente – para os pastores. Há ovelhas e ovelhas. Para muitos, a doutrina é uma, mas a prática é outra. Volta – sempre – o discurso da separação entre fé e vida ou, em alguns casos – do distanciamento entre fé e vida. Aproxima-las é um desafio e, ao mesmo tempo, uma missão. E esta nos parece ser a urgente tarefa da Igreja Católica: trazer de volta as ovelhas distantes e aproxima-las do pastor.

De acordo com os sociólogos da religião e com os teólogos pastorais, a Igreja do Brasil renovar-se-á, sobretudo através das pequenas comunidades e grupos religiosos. Infelizmente as comunidades eclesiais de base foram esvaziadas por causa de ideologias e, instrumentalizadas, acabaram perdendo o “E” de sua identidade, isto é, deixaram de ser eclesiais para serem políticas.

No quadro geral da evangelização, a paróquia deverá se transformar em “comunidade de comunidades”, constituindo, assim, uma “rede de comunidades”. (cf. SD, 58; DA. 309)

Fonte: Blog do Silvinho Zabisky
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" 99% das músicas nas paradas de sucesso são “pornografia sutil”.

Embora os líderes religiosos tenham estado avisando acerca dos efeitos morais no cenário da moderna música popular há décadas, agora até mesmo alguns líderes da indústria musical estão expressando suas preocupações. Hoje o produtor musical Mike Stock disse para os meios de comunicação britânicos que ele crê que a cultura popular está “sexualizando” as crianças.

“A indústria musical foi longe demais. Não é sobre eu ser antiquado. É sobre manter valores que são importantes no mundo moderno. Nesta época, você não consegue assistir às estrelas modernas — como Britney Spears ou Lady Gaga — com uma criança de dois anos”.
“Noventa e nove por cento das listas de músicas de sucesso é música popular e 99 por cento disso é pornografia sutil”, acrescentou ele.

Stock é membro do trio dos “legendários” produtores musicais que constituem Stock Aitken Waterman, cujas propriedades de talentos têm incluído Cliff Richard, Debbie Harry, Donna Summer, La Toya Jackson e Kylie Minogue. O trio foi uma das mais bem sucedidas parcerias de composição e produção de músicas na história do negócio das músicas, com mais de 40 das 100 paradas de sucesso da Inglaterra, e ganhando uma fortuna estimada em 60 milhões de libras.
Stock disse para o jornal Daily Mail, “As crianças estão sendo forçadas a virar adultas numa fase em que são novas demais. Olhe para os vídeos. Eu não ia querer, por necessidade, que meus filhos pequenos assistissem a esses vídeos. Com certeza eu ficaria envergonhado de ficar sentado ali com minha mãe”.

Na Inglaterra “Hit Parade”, a primeira lista de vendas de discos ingleses no começo da era da música popular, foi publicada em novembro de 1952, e era medida pelas vendas de partituras musicais. A primeira música número 1 na Hit Parade da Inglaterra foi “Here in My Heart” (Aqui está o meu coração) de Al Martino, o “cantor romântico popular” e ator ítalo-americano que é também conhecido por sua atuação como personagem Johnny Fontane no filme “The Godfather” (O Poderoso Chefão) de 1972.

Nesta semana, a Rádio BBC 1 declarou em reportagem que a posição número 1 na Inglaterra estava sendo mantida pelo cantor de rap Tramar Dillard, mais bem conhecido por seu nome artístico “Flo Rida”, por sua composição musical de rap “Club Can’t Handle Me” (O clube não consegue me suportar). A música, feita em grande parte em duas notas da escala musical, inclui um vídeo em que uma multidão frenética de frequentadores de clube noturno sai do clube tempestivamente e vai para as ruas, destruindo um loja de esquina e terminam fazendo giros numa lavandeira automática.

A amplamente criticada música de Lady Gaga “Alejandro” caiu para número 22 na lista das músicas mais populares. O vídeo apresenta Lady Gaga, exibida em peças íntimas bem curtas e traje debochador de freira, simulando sexo sadomasoquista e engolindo um rosário. Mostra também uma equipe de dançarinos seminus simulando atos homossexuais, temas que são tão comuns que estão começando a ser considerados ultrapassados na cultura popular britânica.
“Antes de as crianças chegarem a colocar o pé na escola, elas já têm todas essas imagens — os vídeos populares e jogos de computador como Grand Theft Auto — as confrontando, e os pais não conseguem impor controle”, continuou Stock.

Ele respondeu às preocupações dos pais produzindo o que ele chamou de “programa dirigido à família”. O “Go! Go! Go! Show” é um programa de música popular e danças realizadas por cantores quase adolescentes que está recebendo críticas positivas em Londres.
Brian Clowes, diretor de pesquisas da organização pró-vida e pró-família Human Life International, expressou surpresa que haja ainda alguém que “não creia que a indústria musical corrompa os valores morais, sexualize as meninas e desrespeite as mulheres”.
Tais pessoas, ele disse para LSN, “deveriam simplesmente visitar o YouTube e selecionar qualquer meia dezena de vídeos musicais para assistir”.

“Há só um punhado de artistas que chega a tentar promover bons valores morais, já que isso é considerado ‘maçante’ e, ainda mais importante, inútil. Muitos cantores fazem de seu alvo meninas pré-adolescentes com suas mensagens, e então essas meninas seguem o conselho e letras que ouvem e terminam arruinando suas vidas” comentou Clowes.
“É verdade que não somos forçados a assistir a esse lixo; mas somos também responsáveis por assegurar que nossas crianças cresçam santas, saudáveis e felizes. Se elas seguirem os vídeos e programas musicais, elas não conseguirão ser santas, saudáveis e felizes”.

Fonte: O Verbo
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A lógica do mundo

Era um dia de sábado dos judeus. Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus (Lucas 14, 1.7-14). Jesus acenou ao banquete escatológico do Reino. Seu gesto está estruturado no modo seguinte: cura um homem enfermo, trata do serviço inter humano e faz ver que o banquete de Deus é um dom oferecido gratuitamente aos mais abandonados da terra. É comum em todos esses casos considerar a verdadeira existência como um dom que se recebe e que se oferece aos outros.

O dom do reino, concedido inicialmente ao enfermo, culmina na plenitude do banquete escatológico e se traduz numa atitude ou forma de existência. Tal é a mensagem contida em nosso texto. Negativamente esta atitude se define em provas de verdadeira humildade: não se pode nunca pretender ocupar o primeiro lugar ou de ser honrado mais que os outros. A vida verdadeira não se adquire ganhando uma simples honra, nem o homem é grande pelo fato que procura a grandeza. A vida se adquire no serviço em favor dos outros; a verdadeira grandeza é sempre um efeito ou uma expressão do dom que se oferece aos outros e que se recebe dos outros.

Mas é mais importante formular o aspecto positivo do problema. Sabemos, pela história e pela experiência, que o homem é um sujeito ativo: estabelece relações com os outros, ajuda-os e depende dos outros na sua vida. Jesus acrescenta que, na festa da Vida, a lei definitiva não pode ser jamais a troca: “Dou-te porque me dês, convido-te esperando de ser convidado; ajudo-te porque prevejo que um dia serei ajudado”. Essa atitude transforma o mundo em um negócio. O mundo de Jesus é ao invés centrado no amor que oferece livremente e não é uma espécie de negócio.

Jesus precisa: convide aqueles que não poderão jamais retribuir o favor, ajude o pobre, oferece o que tens sem pensar em qualquer recompensa. Quando agires desse modo, terás a impressão de ter perdido alguma coisa, mas estarás criando em torno de ti uma imagem, um sinal, um prelúdio do reino decisivo que é o dom de Deus que cura, um dom de Deus que oferece tudo que tem aos deserdados deste mundo. É possível que os homens que se movem sobre o plano mercantil digam que somos loucos; dirão talvez que sejamos brincalhões que não sabemos viver com os pés em terra firme. Cristo, porém, nos assegura que nosso gesto traz a verdade do reino de Deus que não tem fim.

Jesus revolucionou a lógica do agir humano, dos primeiros lugares, do intercâmbio interesseiro. A sua lógica é paradoxal, revoluciona os valores em que acreditamos. “O mundo só não tem inveja do último lugar”, dizia S.Teresa de Lisieux.

Mas é a lógica do Reino. Os apóstolos a viveram e também a gente simples crescida na escola de Jesus, e tornada fundamento da Igreja. Viveram-na os primeiros cristãos: viviam o amor de tal modo que diziam os pagãos: “Vede como se querem bem” e isso os atraia.

A lógica de Jesus tem atraído os missionários, as associações de voluntariado que se dedicam aos pobres, aos deficientes, aos anciãos, aos drogados. Lembramo-nos de tantos bravos cristãos que dão uma mão em nossas paróquias.

A lógica de Jesus encontra também aplicação na família cristã. Querer-se bem e ajudar-se, também custa. O divórcio, o ir-se embora, é a solução fácil, mas não é a solução cristã para os filhos acolhidos como dom de Deus, protegidos, ajudados a crescer.

Em tudo que Jesus nos ensinou ele deu o exemplo de humildade e de coerência no seu ensinamento. O Verbo de Deus, amor infinito, se fez homem: a encarnação é um rebaixamento impressionante, é quase um aniquilamento. Ele acolheu em torno de si não os ricos e poderosos, mas os pobres, os últimos, os pecadores. Ele se pôs a serviço de seus irmãos. Dizia a seus discípulos: “Estou no meio de vós como um que serve”. Na Última Ceia lavou os pés dos apóstolos. Não somente Jesus escolheu o último lugar, mas aceitou a prisão, a derrota aparente. Entregou-se nas mãos dos homens, sabemos o fim que lhe deram.

A lição de Jesus, tão difícil: felizmente não falta no mundo gente disposta a arregaçar as mangas e consagrar-se a viver o seu exemplo. O Espírito de amor salvará o mundo.

Cardeal Geraldo Majella Agnelo

Arquidiocese de São Salvador da Bahia

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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Caminho para a beatificação do Papa João Paulo II

A causa de beatificação de João Paulo II começou mais cedo que de costume, mas o seu processo seguiu os passos normais previstos para qualquer causa, confirmou a Santa Sé nessa sexta-feira.

Uma nota informativa da Congregação para as Causas dos Santos explica quais foram os passos que permitirão elevar Karol Wojtyla aos altares no próximo 1º de maio, domingo da Divina Misericórdia.

O anúncio foi feito depois que Bento XVI autorizou a promulgação do decreto sobre o milagre atribuído à intercessão do venerável servo de Deus. Este ato encerra a etapa precedente ao rito de beatificação.

O dicastério vaticano esclarece que “a causa, por dispensa pontifícia, começou antes de passarem cinco anos da morte do servo de Deus, como é exigido pela normativa vigente”.

“Esta medida foi solicitada pela imponente fama de santidade que João Paulo II teve em vida, na morte e depois da morte. No mais, todas as disposições canônicas comuns das causas de beatificação e canonização foram observadas integralmente”.

“De junho de 2005 a abril de 2007, foi realizada a investigação diocesana principal romana e as rogatoriais em várias dioceses, sobre a vida, as virtudes, a fama de santidade e os milagres”.

“A validade jurídica dos processos canônicos foi reconhecida pela Congregação para as Causas dos Santos com o Decreto de 4 de maio de 2007″.

“Em junho de 2009, examinada a Positio, nove consultores teólogos da Congregação deram parecer positivo ao heroísmo das virtudes do servo de Deus. Em novembro, seguindo o procedimento habitual, a mesma Positio foi submetida ao juízo dos cardeais e bispos da Congregação para as Causas dos Santos, cuja sentença foi afirmativa”.

“Em 19 de dezembro de 2009, o Sumo Pontífice Bento XVI autorizou a promulgação do decreto sobre a heroicidade das virtudes”.

“Em vista da beatificação do venerável servo de Deus, a postulação da causa apresentou para exame da Congregação para as Causas dos Santos a cura do “mal de Parkinson” da irmã Marie Simon Pierre, religiosa das Irmãzinhas das Maternidades Católicas (Cf. ZENIT, O milagre que permitirá a beatificação de João Paulo II).

“Como de praxe, as numerosas atas da investigação canônica, regularmente instruída, junto com os detalhados exames médico-legais, foram submetidos ao exame científico da Consulta Médica da Congregação para as Causas dos Santos, em 21 de outubro de 2010. Os peritos, depois de estudarem com a habitual minúcia os testemunhos processuais e toda a documentação, concluíram que a cura era cientificamente inexplicável”.

“Os consultores teólogos, depois de revisadas as conclusões médicas, iniciaram em 14 de dezembro de 2010 a ponderação teológica do caso. Reconheceram por unanimidade a unicidade, a antecedência e a invocação coral dirigida ao Servo de Deus João Paulo II, cuja intercessão tinha sido eficaz para a cura milagrosa”.

“Por último, em 11 de janeiro de 2011, ocorreu a sessão ordinária de cardeais e bispos da Congregação para as Causas dos Santos, que emitiu um parecer unânime e afirmativo, considerando milagrosa a cura da irmã Marie Simon Pierre, como realizada por Deus de modo cientificamente inexplicável, depois de rogada a intercessão do Papa João Paulo II, invocado com confiança tanto pela pessoa curada como por muitos outros fiéis”.

Fonte: http://www.portalcatolico.org.br/

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Santa Faustina e a visão do inferno

(Santa Faustina Kowalska, freira mística polaca (1905-1935), foi canonizada pelo Papa João Paulo II, na Festa da Divina Misericórdia, durante o Jubileu de 2000).

visao-do-inferno.jpg, 35 kB

Visão do Inferno

Hoje, conduzida por um Anjo, fui levada às profundezas do Inferno um lugar de grande castigo, e como é grande a sua extensão. Tipos de tormentos que vi:

1. Primeiro tormento que constitui o Inferno é a perda de Deus;

2. O segundo, o contínuo remorso de consciência;

3. O terceiro, o de que esse destino já não mudará nunca;

4. O quarto tormento, é o fogo que atravessa a alma, mas não a destrói; é um tormento terrível, é um fogo puramente espiritual, aceso pela ira de Deus;

5. O quinto é a contínua escuridão, o terrível cheiro sufocante e, embora haja escuridão, os demônios e as almas condenadas vêem-se mutuamente e vêem todo o mal dos outros e o seu.

6. O sexto é a continua companhia do demônio;

7. O sétimo tormento, o terrível desespero, ódio a Deus, maldições, blasfêmias.

São tormentos que todos os condenados sofrem juntos, mas não é o fim dos tormentos. Existem tormentos especiais para as almas, os tormentos dos sentidos. Cada alma é atormentada com o que pecou, de maneira horrível e indescritível . Existem terríveis prisões subterrâneas, abismos de castigo, onde um tormento se distingue do outro. Eu teria morrido vendo esses terriveis tormentos, se não me sustentasse a onipotência de Deus.

Que o pecador saiba que será atormentado com o sentido com que pecou, por toda a eternidade.

Estou escrevendo por ordem de Deus, para que nenhuma alma se escuse dizendo que não há inferno ou que ninguém esteve "lá e não sabe como é".

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Eu, Irmã Faustina, por ordem de Deus, estive nos abismos para falar às almas e testemunhar que o Inferno existe. Sobre isso não posso falar agora, tenho ordem de Deus para deixar isso por escrito. Os demônios tinham grande ódio contra mim, mas, por ordem de Deus, tinham que me obedecer. O que eu escrevi dá apenas uma pálida imagem das coisas que vi. Percebi, no entanto, uma coisa: o maior número das almas que lá estão é justamente daqueles que não acreditavam que o Inferno existisse. Quando voltei a mim, não podia me refazer do terror de ver como as almas sofrem terrivelmente ali e, por isso, rezo com mais fervor ainda pela conversão dos pecadores; incessantemente, peço a misericórdia de Deus para eles. " Ó, meu Jesus, prefiro agonizar até o fim do mundo nos maiores suplícios a ter que vos ofender com o menor pecado que seja."

Fonte: Igreja Online

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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Será verdade que Deus proibiu mesmo fazer imagens de santos?


A Arca da Aliança, que Deus ordenou que Moisés mandasse construir para uso pela religião verdadeira do povo judeu, mais de dez séculos antes do nascimento de Jesus de Nazaré, era uma mala de 1,10 m. de comprimento por 0,65 cent. de altura, feito de madeira de acácia, revestido de ouro por dentro e por fora, tendo na parte externa e superior ( na tampa ) duas imagens de querubins (espécie superior de anjos) esculpidas em ouro maciço.

Dentro dessa Arca, seriam colocadas as duas placas de pedra, contendo os Dez Mandamentos, o cajado de Aarão e um vaso de ouro com o maná (alimento que Deus fizera cair do Céu para alimentar os judeus durante os 40 anos de fuga do Egito, através do deserto).

Deus disse a Moisés que estaria sempre presente no interior dessa Arca, e que, "do meio dos dois querubins", Deus afirmou que comunicaria a Moisés tudo o que ele deveria ordenar aos israelitas. Confira no livro do Êxodo, no Capítulo 25, versículos de n°. 10 até n°. 22.

O livro da Bíblia, chamado Êxodo, relata os acontecimentos ocorridos com os judeus a partir da sua libertação e saída da escravidão, no Egito, em direção à sua pátria, a Palestina.

O que surpreende nessa mala de madeira e ouro, nesse artefato religioso é a escultura das duas imagens de anjos (querubins) e o fato de que Deus tenha dito que "do meio dos dois querubins" iria falar a Moisés, ditando-lhe ordens para o povo judeu cumprir, como, na realidade, falou sempre, fazendo-se presente naquele lugar.

A surpresa está, sobretudo, em ocorrência anterior, na qual, pouco antes desse episódio da ordem para fazer a Arca e as imagens dos querubins, nesse mesmo livro do Êxodo, no Capítulo 20, versículo 4, Deus proibiu, categoricamente, a confecção de imagens de qualquer tipo, determinando:

"Não farás para ti imagem esculpida de nada que se assemelhe ao que existe lá em cima, nos céus, ou embaixo na terra, ou nas águas que estão debaixo da terra".

Ora, como anjos de hierarquia superior, de graduação maior, de acordo com o que a Bíblia menciona, a partir do seu primeiro livro, o Gênesis, até o último dos seus livros, o Apocalipse, os querubins são criaturas espirituais, incorpóreas, santificadas e feitas por Deus para servi-lo, indicando sua presença do próprio Deus em determinado lugar, sendo nisso diferentes dos anjos e arcanjos, que são apenas emissários, embaixadores de Deus junto aos seres humanos e também seus protetores (cf. o Salmo 91, vers.11 e 12).

Querubins, como os anjos em geral, são seres criados por Deus e que, no modo de falar da Bíblia, existem "lá em cima, nos céus" e, de acordo com a ordem anterior de Deus, no cap. 20, vers. 4 do mesmo livro do Êxodo, não poderiam ser feitos pelos judeus em imagens!

Deus, no entanto, logo em seguida, no cap. 25, versículos de 10 a 22, mandou fazer, mandou esculpir essas duas imagens de querubins em metal nobre!

Será, então, que Deus voltou atrás, modificou a própria palavra, a ordem anterior, e, assim, se contradisse, ou, será que revogou a proibição de ser feita qualquer espécie de imagem?

Nem uma coisa, nem outra, como vamos verificar.

Ora, Deus afirma, pela própria boca, que “A minha palavra não volta atrás” - confira no livro do Profeta Isaías, 45,23.

E é Deus que também garante, com sua própria palavra que “Eu, o Senhor, não mudo” , como se pode verificar no livro do Profeta Malaquias, 3,6.

No Novo Testamento, é Jesus Cristo que, como Deus em corpo humano, garante que suas palavras não são modificáveis, afirmando: “Passarão os céus e a terra, mas as minhas palavras não passarão”, S.Lucas, 21,33.

Então, qual é a conclusão que a Bíblia nos deixa como pensamento verdadeiro, como ensinamento verdadeiro a respeito de imagens religiosas da fé cristã?

Podemos, ou não, fazer imagens, já que Deus disse, primeiro que não, e logo depois mandou fazer as imagens dos dois querubins?

A resposta está bem clara, ainda que não seja percebida por muitos, sobretudo pelos protestantes, pelos crentes hereges evangélicos.

É importante que se tenha bem conhecida a verdade divina de que Deus mesmo insiste em falar que Ele não muda a própria palavra, que Ele não volta atrás, não muda sua ordem.

Vendo, então, como todos podem ver, que Deus mandou fazer imagens de seres celestiais, de querubins, esse tipo de imagem religiosa, de seres verdadeiros e santificados pelo próprio Deus, não está nem nunca esteve proibida de ser feita.

Por isso, Deus não mudou sua palavra, porque, na realidade, Ele - quem tem sempre uma palavra firme, que não se modifica nunca ! - não tinha mesmo falado aquilo que erradamente muitas pessoas não enxergaram, não viram e não entenderam, na Bíblia, e ainda não querem entender!

O que não podia, e nunca será permitido por Deus de ser feito, é imagem de deuses de mentira, de seres inventados pela imaginação do ser humano, imagem que, por não representar um ser verdadeiro e santificado por Deus, tem o nome adotado pela língua grega e hoje utilizado por todos os verdadeiros cristãos, pelos católicos, tem o nome de ídolo.

Deus, Nosso Senhor, que tem uma palavra firme sempre, sempre, não permitiu nem permite é fazer imagem de ídolo, pois nunca, nunca mesmo proibiu fazer imagem de querubins, que são anjos superiores, criados e santificados por Ele, Deus, como as pessoas que, sendo fiéis à lei de Deus, se tornam santificadas e podem, é claro, ter suas imagens feitas pelos cristãos, imagens que representam essas pessoas verdadeiras e não inventadas pela mentira humana, porque são seres verdadeiros e, mais do que isso, são pessoas santificadas pela fidelidade e pelo amor a Deus.

Vamos guardar na memória esta palavra de Deus, que se encontra também na Bíblia:

- “Deus não é como o ser humano e, por isso, ele não mente!”

Confira no livro bíblico dos Números, 23, 19.
Universo Católico
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