domingo, 30 de novembro de 2008

2º dia: Os Evangelhos falam pouco de Nossa Senhora?

Uma objeção comum dos protestantes é de que o Novo Testamento pouco fala de Nossa Senhora. Logo, eles concluem que Maria Santíssima não tem tanta importância, pois se tivesse, as Epístolas dos Apóstolos com certeza ensinariam a respeito.
O fato do Novo Testamento, aparentemente, pouco falar de Nossa Senhora não significa muita coisa. Os Evangelhos apenas tratam da "Vida Pública" de Nosso Senhor, durante apenas 3 anos de sua vida. As Epístolas tratam da expansão da Igreja de Cristo.
Pelo raciocínio protestante, a chamada "vida oculta" de Nosso Senhor (até os 30 anos de idade) significaria que durante 30 anos de sua vida, Nosso Senhor não tinha muita importância...
Ora, Jesus Cristo passou 30 anos com Nossa Senhora e só 3 anos com o resto da humanidade. Será que isso já não é sinal de que há muitas coisas que não conhecemos da vida de Nosso Senhor e de Nossa Senhora? "Há ainda muitas coisas feitas por Jesus, as quais, se se escrevessem uma por uma, creio que este mundo não poderia conter os livros que se deveriam escrever" (Jo 21,25).
Pois bem, já por aí se percebe a precipitação do raciocínio de alguns protestantes.
Agora podemos analisar se, de fato, os Evangelhos falam pouco de Nossa Senhora.
Os católicos conhecem a obra prima de Deus, que é Nossa Senhora, a criatura mais perfeita que foi criada, onde Deus escolheu como tabernáculo para si: "Cristo, porém, apareceu como um pontífice dos bens futuros. Entrou no tabernáculo mais excelente e perfeito, não construído por mãos humanas, nem mesmo deste mundo" (Hebr 9, 12).
Esse tarbenáculo mais excelente e perfeito foi saudado pelo Arcanjo S. Gabriel: "Ave, cheia de graça. O Senhor é convosco". Quanta grandeza apenas nessas palavras. Nossa Senhora tinha a graça de Deus e Deus era com Ela ainda antes da concepção...
Naquele momento se cumpria todas as profecias da vinda do Messias. Era o momento da encarnação do Verbo de Deus, onde tudo dependia de um consentimento de uma "virgem", o seu "sim" nos trouxe o Messias esperado.
A maneira da saudação angélica transparece a grandeza de Nossa Senhora, pois o Anjo a saúda com a "Ave, Cheia de Graça". Ele troca o nome "Maria" pela qualidade "Cheia de Graça", como Deus desejou chamá-la.
Ela era a criatura que havia "achado graça diante de Deus" e, por isso, foi escolhida como a Mãe Dele.
E continua o Arcanjo: "Bendita sois vós entre as mulheres."
Poucas palavras - e palavras tão simples - para mostrar o fato central do cristianismo: a encarnação do Verbo de Deus. Um fato esperado pelos séculos, cujo os profetas não viram... apesar de tanto terem desejado. Todas as profecias do Antigo Testamento inclinam-se diante dessas poucas palavras. Todo o Novo Evangelho é conseqüência dessa encarnação, e todo o Antigo Testamento era o prenúncio do que ocorria naquele momento, naquele pequeno cômodo da casa de Nazaré, onde uma Virgem recebia a visita de um enviado de Deus.
Que maravilha da graça se operava naquele momento, quando a Virgem Maria cooperava, pelo livre consentimento de sua fé, de sua virgindade, de sua humildade, para o mistério inicial do Cristianismo, coberta pela sombra do altíssimo, revestida do Espírito Santo, e concebendo, em seu seio virginal, o próprio Filho de Deus!
Logo em seguida, que culto já não lhe prestou a própria Santa Izabel quando a aclamou: "Mãe de meu Senhor": "Donde me vem a dita que a Mãe de meu Senhor venha visitar-me?" (Lc 1, 43). E, no ventre de Santa Izabel, exultava S. João Batista ao ouvir a voz de Nossa Senhora.
Santa Izabel, repleta do Espírito Santo, exclama em alta voz, repetindo e completando as palavras do Anjo: "Bendita sois vós entre todas as mulheres; bendito é o fruto do vosso ventre!".
E a própria Nossa Senhora completa, inspirada pelo Espírito de Deus: "De hoje em diante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque Aquele que é todo poderoso fez em mim grandes coisas!" (Lc 1, 48).
Já na manjedoura os Reis Magos foram adorar o Menino-Deus "nos braços de Maria, sua mãe" (Mt 2, 11), como fazem todos os católicos do mundo inteiro.
E o velho Simeão, profetizando, associa a Virgem Mãe de Deus a todas as contradições a que estaria sujeito o seu Filho, e de modo particular ao gládio de dor que deverá uní-lo no grande suplício (Lc 2, 34).
E como poderia ser menor a grandeza Daquela que tinha autoridade sobre o próprio Deus, que a obedecia na intimidade do lar: "... mostrando-se submisso a ela em tudo" (Lc 2, 51).
Nas Bodas de Caná transparece de modo fulgurante o poder da Santíssima Virgem, que é capaz de "alterar" a hora de Deus, que a adianta pelo pedido de sua Mãe, fazendo o seu primeiro milagre e confirmando a fé em seus apóstolos, mudando a água em vinho (Jo 2, 1- 11).
É por isso que nos diz o Evangelho, narrando a grandeza de Maria Santíssima: "Bem-aventurada as entranhas que te trouxeram e o seio que te amamentou" (Lc 11, 27).
Eis o culto de Nossa Senhora fundado no Evangelho, dele dimanando como de sua "fonte divina", e dali se irradiando séculos afora. Eis o culto de Maria Santíssima, não escondido nas trevas, nem envolto no silêncio, mas divinamente proclamado à face do universo.
Os séculos ouvirão e compreenderão estes exemplos e lições evangélicas. E é para lhes corresponder que os cristãos de todos os tempos irão prostrar-se aos pés de Maria, implorando-lhe auxílio e proteção.
Os Evangelhos, afinal, falam pouco de Nossa Senhora? Só se déssemos primazia à quantidade em detrimento das palavras... Maior foi o milagre da encarnação do que todas as ressurreições operadas por Nosso Senhor Jesus Cristo. Se não houvesse a encarnação, não haveria a Redenção.
É certo que Nossa Senhora, durante toda a sua vida, procurou ficar no anonimato, escondida dos homens e amada por Deus.
Era tanto o esplendor da Santíssima Virgem que S. Dionísio, o areópagita, declara que teria considerado Maria como uma divindade, se a fé não lhe houvera ensinado ser ela a mais perfeita imagem que de si formara a Onipotência.
Santo Irineu dizia: "Os laços, pelos quais Eva se deixou acorrentar, por sua credulidade, Maria rompeu-os pela sua fé". Referindo-se, é claro, à passagem do Gênesis: "Ei de por inimizade entre ti e a mulher, entre sua raça (semente) e a tua; ela te esmagará a cabeça" (Gen 3, 15). O que Eva perdeu por orgulho, Nossa Senhora ganhou por humildade.
São tantos os mistérios da Maternidade de Maria Santíssima...
É certo que os Evangelistas evitaram falar muito de Nossa Senhora, ou por pedido Dela, ou para evitar um culto equivocado à Mãe de Deus junto a um povo que era politeísta. Mas o pouco que falam, falam muito! Ela é verdadeiramente Mãe de um Deus que é Homem e de um Homem que é Deus. Ela é verdadeiramente nossa mãe quando, aos pés da cruz, Nosso Senhor a confiou a S. João. Ela é a onipotência suplicante que é capaz de mudar a "hora" de Deus. Ela é verdadeiramente Imaculada, isenta do Pecado Original, sendo o "tabernáculo" puríssimo que Deus escolheu para si.
Os evangelistas em suas liturgias, entretanto, muito falaram de Nossa Senhora, como veremos nos tópicos seguintes, que demonstram, inequivocamente, a grandeza do nome da Virgem de Nazaré, a Mãe de Deus, a Imaculada Conceição, a Onipotência suplicante, a Medianeira universal de todas as Graças, assunta ao Céu de corpo e alma, Rainha dos homens e dos anjos.
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Um pequeno soneto

Em 1823, dois sacerdotes dominicanos, Pes. Bassiti e Pignataro, estavam exorcizando um menino possesso, de 12 anos de idade, analfabeto. Para humilhar o demônio, obrigaram-no, em nome de Deus, a demonstrar a veracidade da Imaculada Conceição de Maria. Para surpresa dos sacerdotes, pela boca do menino possesso, o demônio compôs o seguinte soneto:


"Sou verdadeira mãe de um Deus que é filho,
E sou sua filha, ainda ao ser-lhe mãe;
Ele de eterno existe e é meu filho,
E eu nasci no tempo e sou sua mãe.
Ele é meu Criador e é meu filho,
E eu sou sua criatura e sua mãe;
Foi divinal prodígio ser meu filho
Um Deus eterno e ter a mim por mãe.
O ser da mãe é quase o ser do filho,
Visto que o filho deu o ser à mãe
E foi a mãe que deu o ser ao filho;
Se, pois, do filho teve o ser a mãe,
Ou há de se dizer manchado o filho
Ou se dirá Imaculada a mãe.

Conta-se que o Papa Pio IX chorou, ao ler esse soneto que contém um profundíssimo argumento de razão em favor da Imaculada.
Nossa Senhora foi a restauradora da ordem perdida por meio de Eva. Eva nos trouxe a morte, Maria nos dá a vida. O que Eva perdeu por orgulho, Nossa Senhora ganhou por humildade.
O Dogma da Imaculada Conceição foi proclamado pelo Papa Pio IX, cercado de 53 cardeais, de 43 arcebispos, de 100 bispos e mais de 50.000 romeiros vindos de todas as partes do mundo, no dia 8 de dezembro de 1854.
Passados apenas 3 anos dessa solene proclamação, em 11 de agosto de 1858, Nossa Senhora dignou-se aparecer milagrosamente quinze dias seguidos, perto da pequena cidade de Lourdes, na França, a uma pobre menina, de 13 anos de idade, chamada Bernadete.
No dia 25 de março, Bernadete suplicou que Nossa Senhora lhe revelasse seu nome. Após três pedidos seguidos, Nossa Senhora lhe respondeu: "Eu sou a Imaculada Conceição".
Eis a chave de ouro que encerra a tradição ininterrupta dos Apóstolos.
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sábado, 29 de novembro de 2008

1º dia :A Imaculada Conceição e Provas na Sagrada Escritura.

A Imaculada Conceição
Reza o dogma católico que a Bem-aventurada Virgem Maria, desde o primeiro instante de sua conceição, foi preservada da nódoa do pecado original, por privilégio único de Deus e aplicação dos merecimentos de seu divino Filho.
O dogma abrange dois pontos importantes:
a) O primeiro é ter sido a Santíssima Virgem preservada da mancha original desde o princípio de sua conceição. Deus abrogou para ela a lei de propagação do pecado original na raça de Adão; ou por outra, Maria foi cumulada, ainda no começo da vida, com os dons da graça santificante.
b) No segundo, vê-se que tal privilégio não era devido por direito. Foi concedido na previsão dos merecimentos de Jesus Cristo. O que valeu a Maria este favor peculiar foram os benefícios da Redenção, na previsão dos méritos de Jesus Cristo, que já existiam nos eternos desígnios de Deus.
Provas na Sagrada Escritura:
Depois da queda do pecado original, Deus falou ao demônio, oculto sob a forma de serpente: "Ei de por inimizade entre ti e a mulher, entre sua raça (semente) e a tua; ela te esmagará a cabeça" (Gen 3, 15). Basta um pouco de boa-vontade para compreender de que "mulher" o texto fala. A única mulher "cheia de graça", "bendita entre todas", na qual a "semente" ou (raça) foi Nosso Senhor Jesus Cristo (e os cristãos), é a Santíssima Virgem, a nova Eva, mãe do Novo Adão. Conforme esse texto, há uma luta entre dois antagonistas: de um lado, está uma mulher com o filho; do outro, o demônio. Quem há de ganhar a vitória são aqueles e não estes. Ora, se Nossa Senhora não fosse imaculada, essa inimizade não seria inteira e a vitória não seria total, pois Maria Santíssima teria sido, pelo menos em parte, sujeita ao poder do demônio através do Pecado Original. Em outras palavras, a inimizade entre a mulher (e sua posteridade) e a serpente, implica, necessariamente, que Nosso Senhor e Nossa Senhora não poderiam ter sido manchados pelo pecado original.
Na saudação angélica, quando S. Gabriel diz: "Ave, cheia de graça. O Senhor é convosco". Ora, não se exprimiria desta maneira o anjo e nem haveria plenitude de graça, se Nossa Senhora tivesse o pecado original, visto o homem ter perdido a graça após o pecado.
A maneira da saudação angélica transparece a grandeza de Nossa Senhora, pois o Anjo a saúda com a "Ave, Cheia de Graça". Ele troca o nome "Maria" pela qualidade "Cheia de Graça", como Deus desejou chamá-la.
Ao mesmo tempo, a afirmação "o Senhor é convosco" abrange uma verdade luminosa. Se Nosso Senhor é (está) com Nossa Senhora antes da encarnação ("é convosco"). Sendo palavras anteriores à encarnação do verbo no seio da Virgem Maria, forçoso é reconhecer que onde está Deus não está o pecado. Ou seja, Nossa Senhora não tinha o "pecado original".
Prossegue o arcanjo: Não temas, Maria, pois "achaste graça diante de Deus". Aqui termina a revelação da Imaculada Conceição para começar a da maternidade divina: "Eis que conceberás no teu ventre e darás à luz um filho, e por-lhe-ás o nome de Jesus". (Lc 1, 28).
Pela simples leitura percebe-se a conexão estreita entre duas verdades: "Maria será a mãe de Jesus, porque achou graça diante de Deus".
Mas, que graça Nossa Senhora achou diante de Deus para poder ser escolhida como a Mãe Dele? Ora, a única graça que não existia - ou que estava "perdida" - era a "graça original". Falar, pois, que: "Maria achou graça" é dizer que achou a "graça original". Ora, a "graça original" é a "Imaculada Conceição"!
Os evangelhos sinóticos deixam claro que a palavra "Cheia de Graça", em grego: "Kecharitoménê", particípio passado de "charitóô", de "Cháris", é empregado na Sagrada Escritura para designar a graça em seu sentido pleno, e não no sentido corrente. A tradução literal seria: "omnino Plena Caelesti gratia" ou "Ominino gratiosa reddita": "Cheia de graça".
Ou seja, a tradução do latim: "gratia plena" é mais perfeita do que a palavra portuguesa: "cheia de graça". Nossa Senhora não apenas "encontrou graça", mas estava "plena" de Graça. Corroborando o que disse o Arcanjo logo em seguida: "O Senhor é contigo".
Falando à Santíssima Virgem que Ela "achara graça", o Arcanjo diz: Maria, sois imaculada, e, por isto, sereis a Mãe de Jesus Cristo.
Também é pela própria razão que se pode concluir a Imaculada Conceição. É claro que o argumento racional não é definitivo, mas corroborou com muita conveniência - e completa harmonia - para com ele. Se Maria Santíssima fosse manchada do pecado original, essa mancha redundaria em menor glória para seu filho, que ficou nove meses no ventre de uma mulher que teria sido concebida na vergonha daquele pecado. Se qualquer mácula houvesse na formação de Maria Santíssima, teria havido igualmente na formação de Jesus, pois o filho é formado do sangue materno.
S. Paulo assim se expressa sobre o ventre de onde nasceu o menino-Deus: "Cristo, porém, apareceu como um pontífice dos bens futuros. Entrou no tabernáculo mais excelente e perfeito, não construído por mãos humanas, nem mesmo deste mundo" (Hebr 9, 12).
Que tabernáculo é esse, "não construído por mãos humanas", por onde "entrou" Nosso Senhor Jesus Cristo? Fica claro o milagre operado em Nossa Senhora na previsão dos méritos de seu divino Filho. Negar que Deus pudesse realizar tal milagre (Imaculada Conceição) seria duvidar de sua onipotência. Negar que Ele desejaria fazer tal milagre seria menosprezar seu amor filial, pois, como afirma S. Paulo: Deus construiu o seu "tabernáculo" que não foi "construído por mãos humanas".
Ora, este tabernáculo, feito imediatamente por Deus e para Deus, devia revestir-se de toda a beleza e pureza que o próprio Deus teria podido outorgar a uma criatura.
E esta pureza perfeita e ideal se denomina: a Imaculada Conceição.
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DEVOÇÃO À MISERICÓRDIA DE DEUS

PRIMEIRO DOMINGO A SEGUIR À PÁSCOA Em 22 de Fevereiro de 1931, Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo apareceu à jovem religiosa de nome Irmã Faustina (Helen Kowalska) em Cracóvia, Polônia. Ela vinha de uma família muito pobre que havia trabalhado muito em sua pequena fazenda durante os terríveis anos da I Guerra Mundial. Irmã Faustina teve apenas três anos de educação muito simples. Suas tarefas eram as mais humildes do convento

A Irmã Faustina nos conta-nos em seu diário:
"À noite, quando eu estava em minha cela, percebi a presença do Senhor Jesus vestido de uma túnica branca. Uma mão estava levantada a fim de abençoar, a outra pousava na altura do peito. Da abertura da túnica no peito saíam dois grandes raios, um vermelho e outro pálido. Em silêncio eu olhei intensamente para o Senhor; minha alma estava tomada pelo espanto, mas também por grande alegria. Depois de um tempo, Jesus me disse,
'Pinta uma imagem de acordo com o que vês, com a inscrição, 'Jesus, eu confio em Vós.'
'Prometo que a alma que venerar esta Imagem não perecerá.'

Algum tempo depois, Nosso Senhor lhe explicou o significado dos dois raios em destaque na Imagem:

"Os dois raios representam o Sangue e a Água. O raio pálido representa a Água, que justifica as almas; o raio vermelho representa o Sangue, que é a vida das almas. Ambos os raios saíram das entranhas de minha Misericórdia quando, na Cruz, o Meu Coração agonizante foi aberto pela lança... Estes raios defendem as almas da ira do meu Pai. Feliz aquele que viver sob a proteção deles, porque não será atingido pelo braço da Justiça de Deus."

Ainda como um sinal de Seu amor misericordioso, Jesus pediu que uma Festa da Divina Misericórdia (NO PRIMEIRO DOMINGO A SEGUIR À PÁSCOA) fosse celebrada por toda a Igreja. Ele disse a Irmã Faustina:
"Desejo que a Festa de Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores. Nesse dia estão abertas as entranhas da minha Misericórdia. Derramo todo o mar de graças nas almas que se aproximarem da fonte da minha Misericórdia.
A alma que se confessar e comungar alcançará o perdão das culpas e castigos.
Nesse dia estão abertas todas as comportas divinas, pelas quais fluem as graças.
Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de Mim, ainda que seus pecados sejam como escarlate. A minha Misericórdia é tão grande que por toda a eternidade não a aprofundará nenhuma mente, nem humana, nem angélica. Tudo que existe saiu das entranhas da minha Misericórdia. Toda alma refletirá em relação a Mim, por toda a eternidade, todo o meu Amor e minha Misericórdia. A Festa da Misericórdia saiu das minhas entranhas.
Desejo que seja celebrada solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa. A humanidade não terá paz enquanto não se voltar à fonte da minha Misericórdia."
Sobre uma visão em 13 de Setembro de 1935, Irmã Faustina escreve:
(Diário no.699)
"Eu vi um anjo, o executor da cólera de Deus... a ponto de atingir a terra ... Eu comecei a implorar intensamente a Deus pelo mundo, com palavras que ouvia interiormente. À medida em que assim rezava, vi que o anjo ficava desamparado, e não mais podia executar a justa punição..."
No dia seguinte, uma voz interior lhe ensinou esta oração nas contas do rosário:
"Primeiro reze um 'Pai Nosso', uma 'Ave Maria', e o 'Credo'. Então, nas contas maiores reze:
'Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e do mundo inteiro. '
Nas contas menores, reze:
'Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.'
Conclua rezando três vezes:
'Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.'
Mais tarde, Jesus disse à Irmã Faustina:
"Pela recitação desse Terço agrada-me dar tudo que Me pedem. Quando o recitarem os pecadores empedernidos, encherei suas almas de paz, e a hora da morte deles será feliz.
Escreve isto para as almas atribuladas: Quando a alma vê e reconhece a gravidade dos seus pecados, quando se desvenda diante dos seus olhos todo o abismo da miséria em que mergulhou, que não desespere, mas se lance com confiança nos braços da minha Misericórdia, como uma criança nos braços da mãe querida. Estas almas têm sobre meu Coração misericordioso um direito de precedência.
Dize que nenhuma alma que tenha recorrido a minha Misericórdia se decepcionou nem experimentou vexame..."
"....Quando rezarem este Terço junto aos agonizantes, Eu me colocarei entre o Pai e a alma agonizante, não como justo Juiz, mas como Salvador misericordioso".

Em 1933, Deus ofereceu a Irmã Faustina uma impressionante visão de Sua Misericórdia. A Irmã nos conta:
"Vi uma grande luz, e nela Deus Pai. Entre esta luz e a Terra vi Jesus pregado na Cruz de tal maneira que Deus, querendo olhar para a Terra, tinha que olhar através das chagas de Jesus. E compreendi que somente por causa de Jesus Deus está abençoando a Terra ."
Jesus disse à Beata Irmã Faustina:
"Às três horas da tarde implora à Minha Misericórdia, especialmente pelos pecadores, e, ao menos por um breve tempo, reflete sobre a Minha Paixão, especialmente sobre o abandono em que Me encontrei no momento da agonia. Esta é a hora de grande Misericórdia para o mundo inteiro. Permitirei que penetres na Minha tristeza mortal. Nessa hora nada negarei à alma que Me pedir em nome da Minha Paixão." (Diário no. 1320)
"Lembro-te, Minha filha, que todas as vezes que ouvires o bater do relógio, às três horas da tarde, deves mergulhar toda na Minha misericórdia, adorando-a e glorificando-a. Invoca a sua onipotência em favor do mundo inteiro e especialmente dos pobres pecadores, porque nesse momento ela está largamente aberta para cada alma. Nessa hora, conseguirás tudo para ti e para os outros. Naquela hora, o mundo inteiro recebeu uma grande graça: a Misericórdia venceu a Justiça. Procura rezar nessa hora a Via-Sacra, na medida em que te permitirem os teus deveres, e se não puderes rezar Via-Sacra, entra ao menos por um momento na capela, e adora a meu Coração, que está cheio de Misericórdia no Santíssimo Sacramento. Se não puderes ir à capela, recolhe-te em oração onde estiveres, ainda que seja por um breve momento." (Diário, no. 1572)
São poucas as almas que contemplam a Minha Paixão com um verdadeiro afeto. Concedo as graças mais abundantes às almas que meditam piedosamente sobre a Minha Paixão." (Diário, no. 737)
Uma invocação que se pode dizer às três horas da tarde é:
"Ó Sangue e Água que jorrastes do Coração de Jesus como fonte de Misericórdia para nós, eu confio em Vós." (Diário no. 187)
Jesus estabeleceu três condições indispensáveis para atender às orações feitas na Hora da Misericórdia:
· a oração deve ser dirigida a Jesus;
· deve ter lugar às três horas da tarde;
· deve apelar ao valor e aos méritos da Paixão do Senhor.
É preciso acrescentar a elas mais outras três condições:
· da natureza de toda oração decorre que o objeto da oração deve ser compatível com a vontade divina;
· a estrutura da Devoção exige que a oração seja confiante, e portanto perseverante, e em caso de necessidade repetida várias vezes;
· como todos os atos da Devoção, igualmente a Hora da Misericórdia exige da parte dos devotos a prática do amor ativo para como próximo.

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sexta-feira, 28 de novembro de 2008

A arma do Terço

O TERÇO – UMA ARMA De há muito tempo se diz que o terço é uma arma. Por todo o lado entre os católicos se promove a reza do terço. Já o nosso saudoso João Paulo II dizia que o Terço era a sua oração favorita. No entanto há alguns que perguntam ainda: “Rezar o terço para quê?” E queixam-se de que é uma reza demorada, monótona, que retira a concentração. Dizem que o terço é para os velhos, para os pouco inteligentes, para os pouco instruídos…Vejamos então como é construída esta arma.O terço, chama-se assim porque é a terça parte do Rosário.Há muitos anos se convencionou que o Rosário constava de três partes, correspondentes aos Mistérios Gozosos, Dolorosos e Gloriosos da vida de Cristo. Recentemente, o Papa João Paulo II acrescentou a estes os Mistério Luminosos para serem rezados às 5ªs feiras especificamente. Cada Terço é composto por 50 Avé-Maria e 5 Pai-Nosso. Acrescenta-se no fim mais 3 Avé-Maria e uma Salve Rainha pelo Santo Padre ou por alguma intenção particular.O Pai-Nosso não carece de explicação porque todos sabem que foi ditado por Jesus, que disse “Rezai assim…” ( Mat 6, 9-13)Cada Ave-Maria é composta por duas partes. A primeira, são as benditas palavras que o Santo Anjo dirigiu a Maria, a humilde jovenzinha de Nazaré, quando a convidou, da parte de Deus para ser Mãe do Seu Filho.A segunda parte foi acrescentada pelo Papa, que assim rezava pelas ruas com o povo, quando em Concilio se discutia o fato de Maria ser ou não Mãe de Deus. E venceu Maria. E estava composta a Ave Maria, nosso cântico de guerra.São palavras maravilhosas, as quais nunca meditaremos o suficiente para alcançarmos a beleza dessa declaração de Amor, única em toda a História Sagrada: “Avé Maria cheia de graça, o Senhor é contigo”. São palavras de Deus pela boca do Arcanjo S. Gabriel, seu embaixador junto da noiva mais pura e mais sagrada que já existiu. É uma honra para nós poder repeti-las. Com que unção o Arcanjo as terá dito… e quão distraidamente as dizemos nós!Comecemos por meditar o que quer dizer a saudação “Ave”. Esta era nesse tempo a saudação dos grandes imperadores. Não se saudava assim qualquer pessoa do povo. Esta primeira palavra já nos fala da grandeza da pessoa a quem é dirigida. Deus quis saudar Maria com a forma máxima de saudação sobre a terra. Ao dizermos Ave Maria sabemos que estamos saudando Maria da mesma forma com que o próprio Deus a saudou, pela boca do seu embaixador, a estamos tratando com o maior respeito possível na terra, como a criatura que está no Céu imediatamente abaixo de Deus.Tenho lido alguns significados para o nome próprio “Maria”, entre eles o de “Senhora” e o de “Rainha”. Pessoalmente gosto muito deste significado. Vejamos o que dizemos quando rezamos “Ave Maria”. Estamos dizendo “Ave Rainha” , “ave”, a mais alta saudação e “Rainha”, exatamente o que Ela é. Só esta ideia já abre um mundo de maravilha perante os nossos olhos. Só isto já deveria bastar para vermos o valor desta pequena oração que rezamos tão distraidamente, muitas vezes só por obrigação, lá para o fim do dia, só para não dizermos que passamos o dia sem rezar o terço.Falta muito amor nos nossos corações distraídos com as coisas do mundo… falta muito amor nos nossos corações distraídos no meio do seu egoísmo… Falta amor e não conseguimos entender até ao fim, que esta Rainha que saudamos é a nossa Mãe… Mãe desejosa de nos dar tudo o que assim lhe pedirmos.Ao dizermos “Ave Maria” certamente Ela nos olha com amor, se inclina para nós e nos pergunta “Que queres?” Cabe-nos dar a resposta. E que resposta damos? Umas palavras rápidas, para o terço acabar depressa. E nem reparamos no que estamos a pedir… Nem reparamos a arma que estamos a manejar, a “arma” daquela que é “bela como a lua, brilhante como o sol e temível como um exército em ordem de batalha”(Can 6, 10).Sim, Ela entrará na batalha conosco, sempre que lho pedirmos com as palavras da Ave Maria! E nessa batalha, com essa “arma” Ela nos dará a vitória.Seguidamente dizemos como o Arcanjo: “cheia de graça”. É a continuação da saudação que Deus lhe fez. São as palavras mais belas que alguma vez Ele dirigiu a alguma criatura. Quem pode ser “cheio de graça” diante de Deus? Ele é o Autor e toda a graça. Ele a dá a quem a quer, sempre na medida das limitações de cada um de nós. Mas não há ninguém entre nós que possa considerar-se cheio de graça, porque temos sempre em nós tantas coisas e coisinhas, tantos problemas, preocupações, desejos, anseios, medos, amores e desamores, ilusões e desilusões, tantos projetos, tantos quereres, que a graça encontra em nós sempre um espaço bastante limitado.Estar em graça, a nossos olhos apenas é estar no agrado de Deus, estar sem pecado mortal. Mas a graça é muito mais abrangente, porque todo o pecado, mesmo pequeno, mesmo pequeníssimo, qualquer imperfeição, mesmo involuntária, empana e graça de Deus em nós. Por isso, nós podemos viver em graça, mas nunca estar cheios de graça, porque a nossa natureza pecadora nos faz cair muitas vezes até involuntariamente.Devemos procurar, sim, aumentar em nós a pureza de consciência, a pureza de coração, a disponibilidade para a aceitação da Vontade de Deus, para que aumente em nós a capacidade para a graça e ela nos invada, cada vez em maiores caudais. Enquanto formos vivos sempre poderemos aumentar em graça, mas nunca atingiremos a capacidade de Maria.A graça é uma riqueza tão grande que se a entendêssemos, batalharíamos mais pela perfeição, para alcançar mais alguns graus desse tesouro.Com Maria isso não aconteceu, porque Ela foi já concebida cheia de graça. A graça estava com Ela totalmente, por causa da alta missão a Deus a chamava. Foi a única exceção que Ele fez, desde que Adão pecou e deitou fora a graça de Deus.A graça é a vida de Deus numa alma, mais perfeitamente quanto mais essa alma adere a Ele. E Maria sempre aderiu a Deus com a totalidade do seu ser, sem ter outros projetos, outros desejos, senão os do seu Senhor. A Santidade de Deus a impregnava de tal maneira que a atravessava com um Sol através de um cristal tão puro que mal se vêem os seus contornos debaixo da luz. Nunca houve nela sentimento diferente ou discordante, a menor hesitação ou imperfeição. A beleza da Santidade de Deus brilha nela de tal forma que nos ofuscaria se a víssemos.Chamar-lhe “cheia de graça” é chamar-lhe o nome mais belo, o nome pelo qual o Pai mandou ao Arcanjo que a chamasse, o nome de amor, pelo qual Ela sempre responde “sim”O Arcanjo continuou dizendo “O Senhor está contigo”. O Senhor já tinha estado com algumas pessoas no decurso da História Sagrada. Esteve com os profetas, esteve com Abraão, com Moisés, esteve também com alguns guerreiros, com alguns reis, enquanto eles foram fiéis. Mas com nenhum deles esteve com a plenitude com que sempre esteve com Maria.Repetir-lhe estas palavras do Santo Arcanjo, palavras que são para Ela a declaração de Amor do Pai, é dar-lhe grande alegria e declararmos também o nosso amor por Ela. Atualmente dizemos “o Senhor é convosco”, que vem a ser o mesmo.Por estas palavras lhe recordamos o poder que tem junto de Deus, porque se Deus está com Ela também lhe dá o poder de realizar o que lhe pedimos.Seguindo esta oração, continuamos com os louvores que lhe dirigiu Isabel quando Maria a visitou. “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre”.Com estas palavras continuamos também a louvá-la, e agora a dizer-lhe com as palavras de Isabel que a achamos superior a qualquer mulher que já tenha existido sobre a terra ou que venha a existir. E bendita porquê? Bendita por ser cheia de graça, bendita por o Senhor estar com Ela, bendita por ser mulher de fé, bendita por ter dito sim, bendita por ser Mãe de Jesus, bendita por todas as perfeições da sua alma santa, impregnada da Santidade de Deus. Por isso Ele é bendita entre todas! Nunca nenhuma criatura por mais santa poderá minimamente chegar à Santidade de Maria.Também aqui Isabel e nós bendizemos o Fruto do ventre de Maria. Por isso, nesta singela oração, que muitos pensam ser exclusivamente dirigida a Maria, estamos também a rezar a Jesus. Nesta oração se faz a união dos Corações de Jesus e de Maria, porque é dirigida aos dois.Explicitamente dizemos: “e bendito é o fruto do vosso ventre Jesus”. A palavra “Jesus”, ergue-se como um ostensório na ave Maria e marca o meio, o centro da oração, o ponto de força desta arma invencível. Cada Ave Maria é, por isso um ato de adoração a Jesus. Quantos atos de adoração poderemos fazer ao longo do dia com esta simples oração, manejando assim uma arma de longo alcance, tão longo, quão longo é o alcance do poder de Jesus.Depois de subirmos por Maria até Jesus, pela Ave Maria, eis que agora, na segunda parte desta oração, parte que foi formada pela Igreja, nós vamos descendo até à nossa humilde posição de pecadores que tudo esperam agora, mas principalmente na hora tremenda da morte, hora em que se decide o destino eterno de cada um de nós.E dizemos: “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte”.Agora, porque precisamos de auxílio a cada instante para nos conservarmos fiéis ao nosso Deus. Agora, porque as pressões externas nos apertam por todos os lados, porque as doenças nos afligem, porque a família nos preocupa, porque os problemas mundiais nos assustam, porque as tentações nos cercam, porque somos fracos, limitados e muito dirigidos por interesses pessoais até nas coisas de piedade. Agora precisamos de auxílio, para que não fujamos da luta. Agora precisamos de aumentar em graça, precisamos de saber como proceder, como fugir do mal tão insidioso e que tão bem se sabe disfarçar. Agora precisamos de abrir bem os olhos para as realidades e não tapar a sujidade das nossas almas com panos de renda. Agora precisamos de preparar os nossos filhos para a luta. Agora precisamos fundamentalmente de rezar!... Por tudo isto e por vários outros problemas, precisamos do auxílio de nossa Santa Mãe e Mãe de Deus, porque é agora que estamos na terra a preparar a nossa entrada na eternidade.Na hora da nossa morte precisamos ainda mais de auxílio, porque nessa altura talvez já não tenhamos lucidez mental para rezar. Nessa hora as forças infernais lançam os últimos ataques, para nos levar a dúvidas, para nos levar à revolta contra a Vontade e Deus e para nos levar à não aceitação da morte e consequentemente ao desespero e perdição eterna. Por isso cada Ave Maria nos prepara para a luta final. Como a rezarmos agora, tal o auxílio que receberemos então. Cada Ave Maria são golpes de arma lançados sobre o inimigo na hora da nossa morte, quando talvez já não tenhamos força para rezar. Por isso terminamos com apalavra “amém”, que significa “assim seja” e quer dizer do nosso desejo de que se realize o que pedimos.A Ave Maria é pois uma arma, e o Terço é com muita razão chamado arma, porque é composto pela repetição da arma da Avé Maria. Por isso se pode dizer que o Terço é uma arma de repetição, uma “metralhadora” muito evoluída. Não existem barreiras que ela não derrube, nem exércitos do mal que ela não vença.Esta arma mata as tentações que nos assediam, mata inúmeros problemas nas nossas vidas, mata as nossas imperfeições, mata a sujidade nas nossas almas, mata o avanço do mal no mundo e mata as dificuldades que teremos nos momentos finais, quando for a hora da nossa morte.Por tudo isto a arma do terço, a arma da Ave Maria, deve ser por nós manejada com perícia de soldados que são filhos daquela Rainha que vence, da Rainha que por fim esmagará a cabeça do dragão que quer devorar os seus filhos.A Ave Maria é a nossa oração, a oração por excelência, a oração dos filhos de Maria, a oração que torna invencíveis os filhos da Rainha do Céu.Com ela derrubaremos as 8 barreiras conforme o pedido de Jesus! De Portugal...
Fonte: Recados do Aarão
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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Sinais para discernir a vocação sacerdotal

De vez em quando um jovem me escreve e pergunta como discernir se ele tem ou não vocação para o sacerdócio. Tenho analisado esta questão e respondido a eles mais ou menos como se segue. Talvez essa reflexão, que é apenas minha, e pode estar sujeita a erro, possa ajudar a você jovem meditar sobre esta grande questão. Saiba entretanto, que você vai precisar de um bom orientador espiritual, um padre ou um leigo experiente para te ajudar.
Penso que alguns sinais que indicam que um jovem tem vocação ao sacerdócio sejam esses:
1 - Ter vontade de entregar a vida totalmente a Deus, sem guardar nada para si; ser como Jesus, totalmente disponível ao Reino de Deus, por toda a vida.
2 - Desejar trabalhar como Jesus pela salvação das almas, sem pensar em um projeto para a “sua” vida. Entregar a vida totalmente nas mãos de Deus. Desenver seus talentos para o bem das pessoas.
3 - Desejar não se casar para servir somente a Deus, por toda a vida; estar totalmente livre só para Deus.
4 - Gostar de rezar bastante, pois sem isso não se sustenta uma vocação sacerdotal; o demônio tem muitas razões para tentar um sacerdote, aquele que lhes arrebata as almas.
5 – Amar a Igreja de todo o coração, tê-la como Mãe e Mestra; amar o Papa, os Bispos, Nossa Senhora, os Anjos, os Santos, os Sacramentos, a Liturgia e tudo o que faz parte da nossa fé católica.
6 – Desejar viver uma vida de oração, penitência, na simplicidade, na pobreza evangélica, na humildade, no escondimento, na pureza, na bondade, na obediência irrestrita aos superiores, servindo a todos e não sendo servido.
7 – Estar disposto a obedecer o seu Bispo ou seu Superior a vida toda, qualquer que seja a decisão dele sobre você. Ser fiel à Igreja e a seus pastores, nunca ensinando algo que não esteja de acordo com o Sagrado Magistério da Igreja, dirigido pelo Papa.
8 - Amar a Bíblia e gostar de meditá-la todos os dias. Desejar estudar teologia, filosofia, e tudo o mais que o Magistério Sagrado da Igreja nos recomenda e ensina. Desejar ser fiel à “são doutrina da fé” (cf. Tt 1,9).
9 – Desejar conhecer, amar, viver e ensinar tudo o que ensina a Santa Mãe Igreja, especialmente o que está contido no Catecismo da Igreja Católica aprovado pelo Papa.
10 – Estar disposto a dar até a vida pela Igreja, pelas almas e por Jesus Cristo.
Talvez eu tenha sido um pouco exigente; mas para aquele que deseja ser um Sacerdote do Deus Altíssimo, creio que não se pode pedir menos do que isso. A propósito, lembro a frase de Dom Bosco: “Não há maior graça para uma família do que um filho sacerdote”.
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terça-feira, 25 de novembro de 2008

PERDIDA A UNIDADE DA IGREJA?

No Credo professamos: Credo unam sanctam catholicam et apostolicam Ecclesiam. Sim, a Igreja de Cristo é una, santa, católica e apostólica, e os grandes tratados de eclesiologia têm procurado comentar essas quatro notas, uma a uma. Na verdade, não pode faltar à Igreja nenhuma dessas notas sem que sua essência mesma seja destruída. Mas a Igreja, conforme a promessa do Senhor (cf. Mt 16), não pode ser destruída[1], o que significa que as notas que a constituem hão de permanecer para sempre.
Infelizmente, porém, aparecem, aqui e ali, certos teólogos que se prontificam a deturpar ou mesmo negar uma ou mais das referidas notas, o que os coloca fora do âmbito da fé divina e católica. As heresias sempre existiram ao longo da história da Igreja, e já nos tempos apostólicos temos testemunhos de que não estiveram ausentes. Entretanto, guiada pelo Espírito prometido por Jesus, a Igreja as venceu todas, iluminando com a luz da Verdade as mentes de todos os que se submetem ao doce domínio de Cristo e condenando com clareza os impiedosos erros a respeito do desígnio salvífico de Deus.
Nos últimos tempos, contudo, criou-se um novo clima na vida da Igreja, ninguém poderá negá-lo. Infelizmente, muitos na Igreja, inclusive alguns pastores de almas, já não mostram o zelo necessário no combate ao erro e na promoção da Verdade. Tal postura tem facilitado enormemente a difusão de heresias e de distorções da doutrina entre os fiéis.
Nesse sentido, deparei-me recentemente com um texto de um conhecido teólogo brasileiro[2], texto que nega abertamente uma das notas essenciais da Igreja, a sua unidade e conseqüente unicidade. Quando professamos Credo unam Ecclesiam, estamos afirmando que a Igreja de Cristo não está dividida em várias igrejas ou denominações cristãs, e que, portanto, ela é una e única. Mas vamos ao texto que nega a unidade da Igreja; eis o que está dito expressamente:
A Igreja de Cristo aparece na história como um espelho quebrado em muitos pedaços. Em cada um deles se reflete algo do mistério da Igreja. Mas não conseguimos em cada pedaço divisar, no tempo da peregrinação, o mistério na sua totalidade. Esse passo é graça de Deus que não merecemos, mas que devemos buscar a cada dia, na fidelidade ao Espírito do Senhor, para retomar o caminho da unidade perdida (o negrito é meu).[3]
E ainda:
O importante é que todos nos disponhamos a aprender o caminho das "realizações deficientes" da Igreja de Cristo em cada uma de nossas igrejas em direção ao projeto de Deus, para que o Espírito Santo, em sua ação eficaz, possa recompor o 'espelho quebrado' numa unidade articulada (o negrito é meu).
Vejamos bem o teor dessas afirmações. Está dito que: a) a Igreja una de Cristo não existe no tempo presente; b) as diversas igrejas refletem, cada qual a seu modo, algo do mistério da Igreja una, mas nunca mostram a Igreja em sua integralidade; c) a Igreja una, que ainda não existe, deve ser, sob a ação do Espírito, objeto de nossa busca.
Ora, todas e cada uma dessas afirmações estão em contradição aberta com o autorizado ensinamento da Igreja católica. É de fé divina e católica a doutrina segundo a qual a Igreja de Cristo já existe neste mundo em sua unidade e integralidade (enriquecida de todos os meios necessários à salvação), e que ela se identifica com a Igreja católica entregue a Pedro e a seus sucessores, embora fora de seus quadros visíveis haja elementa Ecclesiae, de modo que resulta absurda a afirmação de que a Igreja de Cristo é ainda um sonho a se realizar no futuro através de uma espécie de articulação de todas as igrejas hoje existentes.
Pio XI, em 1928, já condenava a absurda opinião apresentada por nosso teólogo. Veja as palavras pontifícias sobre os hereges de antanho, que parecem ter sido mesmo escritas justamente para combater as descabidas idéias acima referidas:
Pois opinam: a unidade de fé e de regime, distintivo da verdadeira e única Igreja de Cristo, quase nunca existiu até hoje e nem hoje existe; que ela pode, sem dúvida, ser desejada e talvez realizar-se alguma vez, por uma inclinação comum das vontades; mas que, entrementes, deve existir apenas uma fictícia unidade.
Acrescentam que a Igreja é, por si mesma, por natureza, dividida em partes, isto é, que ela consta de muitas igreja ou comunidades particulares, as quais, ainda separadas, embora possuam alguns capítulos comuns de doutrina, discordam todavia nos demais. Que cada uma delas possui os mesmos direitos, que, no máximo, a Igreja foi única e una, da época apostólica até os primeiros concílios ecumênicos.
Assim, dizem, é necessário colocar de lado e afastar as controvérsias e as antiqüíssimas variedades de sentenças que até hoje impedem a unidade do nome cristão e, quanto às outras doutrinas, elaborar e propor uma certa lei comum de crer, em cuja profissão de fé todos se conheçam e se sintam como irmãos, pois, se as múltiplas igrejas e comunidades forem unidas por um certo pacto, existiria já a condição para que os progressos da impiedade fossem futuramente impedidos de modo sólido e frutuoso.[4]
Ora, é fato que, ao longo de 2000 anos de história do Cristianismo, houve inúmeras divisões. Muitos grupos se separaram da Igreja católica, constituindo comunidades permanentes, que, inclusive, reclamam para si a autêntica herança de Cristo. O caso mais patente de divisão, tanto pelo fato de estar mais próximo de nós como pelas suas conseqüências de maior amplitude e atualidade, foi a Reforma Protestante, ocorrida no séc. XVI.
Entretanto cabe-nos uma pergunta: Com as divisões, a Igreja perdeu sua unidade, ficou também dividida? Muitos pretendem que sim; a Igreja teria, depois das divisões, perdido sua unidade. Essa é a tese defendida pelo teólogo a que nos referimos. A Igreja una ter-se-ia cindido em muitas partes como um espelho quebrado em muitos pedaços, de modo que cada parte do espelho - cada denominação cristã, inclusive a Igreja católica - já não poderia sozinho refletir a totalidade da imagem, isto é, do mistério da Igreja.
A Igreja católica, a bom título, não concorda com essa posição. A doutrina católica sempre sustentou que a unidade, da qual a Igreja foi dotada por vontade divina, tem subsistido e subsistirá para sempre. Mesmo as divisões ocorridas ao longo da história do Cristianismo não a destruíram e jamais poderão fazê-lo. A unidade, com todas e cada uma das notas essenciais da Igreja, permanece para sempre, pois é o Senhor que guia e sustenta a sua obra.
O Concílio do Vaticano II reafirmou a doutrina tradicional segundo a qual a Igreja de Cristo perdura ao longo da história e realiza, já neste mundo, a nota da unidade. A Constituição Lumem gentium, ao falar sobre a Igreja de Cristo, ensina:
Esta Igreja, constituída e organizada neste mundo como sociedade, subsiste na Igreja católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos Bispos em união com ele, embora, fora da sua comunidade, se encontrem muitos elementos de santificação e de verdade, os quais, por serem dons pertencentes à Igreja de Cristo, impelem para a unidade católica.[5]
Esse texto, ao declarar que a Igreja de Cristo existe neste mundo como sociedade visível subsistente na Igreja católica entregue a Pedro e a seus sucessores, afirma que unidade e unicidade da Igreja também existem atualmente, pois que a Igreja de Cristo é una e única. O texto conciliar rejeita toda afirmação que pretenda sustentar que a Igreja una e única é uma realidade ainda a ser construída no futuro, ou que se dará somente na escatologia. A Igreja de Cristo já existe atualmente provida de todos os elementos necessários à salvação.
Verdade é que o concílio não usou o verbo "ser" (est) para falar da identificação da Igreja de Cristo com a Igreja católica, mas preferiu a expressão "subsistir em" (subsistit in). Muitos, a partir disso, pretenderam que o concílio tivesse abrido mão da identificação da Igreja de Cristo com a católica, e até sustentaram que a Igreja de Cristo pudesse subsistir também em comunidades eclesiais não-católicas. Mas assim se interpreta mal o Concílio. O Concílio não mudou a doutrina sobre a Igreja, nem poderia fazê-lo, mas tão somente a aprofundou, realçando-lhe certos aspectos. Se usou a expressão subsistit in(subsiste em) em vez do verbo est (é) para falar da relação entre a noção de Igreja de Cristo e de Igreja católica confiada a Pedro, não foi com a intenção de negar a identificação entre ambas, mas de, professando firmemente a doutrina tradicional, abrir-se ao reconhecimento de que fora dos quadros visíveis da mesma Igreja católica há verdadeiros elementos eclesiais, embora não em sua plenitude.
Em outras palavras, há uma única subsistência da verdadeira Igreja de Cristo. A unicidade da Igreja o exige. Mas fora dessa única subsistência visível não há o vazio eclesial; há elementos da verdadeira Igreja fora da Igreja católica, em maior ou menor número conforme a Comunidade eclesial, elementos esses que, por pertencerem à Igreja de Cristo subsistente na Igreja católica, impelem à unidade católica (cf. LG 8).
Recentemente, Bento XVI, ao discursar para os membros da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, fez questão de enfatizar a indefectibilidade da Igreja nos seguintes termos:
Em particular a Congregação para a Doutrina da Fé publicou no ano passado dois Documentos importantes, que ofereceram alguns esclarecimentos doutrinais sobre aspectos fundamentais da doutrina sobre a Igreja e sobre a Evangelização. São esclarecimentos necessários para o desenvolvimento correto do diálogo ecumênico e do diálogo com as religiões e culturas do mundo. O primeiro Documento tem o título "Respostas a questões relativas a alguns aspectos sobre a doutrina da Igreja" e repropõe também nas formulações e na linguagem os ensinamentos do Concílio Vaticano II, em plena continuidade com a doutrina da Tradição católica. Deste modo é confirmado que a Igreja de Cristo, una e única, tem a sua subsistência, permanência e estabilidade na Igreja Católica e que por conseguinte a unidade, a indivisibilidade e a indestrutibilidade da Igreja de Cristo não são anuladas pelas separações e divisões dos cristãos. Paralelamente a este esclarecimento doutrinal fundamental, o Documento repropõe o uso lingüístico correto de certas expressões eclesiológicas, que correm o risco de ser mal compreendidas, e chama para esta finalidade a atenção sobre a diferença que ainda permanece entre as diversas Confissões cristãs em relação à compreensão do ser Igreja, em sentido propriamente teológico (o negrito é meu).[6]
Desse modo, fica evidenciado que o ensinamento autorizado da Igreja, sustentado pela Tradição, é o de que a Igreja de Cristo, malgrado todas as divisões que se deram no interior do Cristianismo, não está dividida neste mundo em muitos pedaços, como sugere o texto do teólogo que citamos, mas subsiste (perdura integralmente, em sua unidade e unicidade) na Igreja católica governada pelo sucessor do Apóstolo Pedro, o Papa. A permanência da Igreja neste mundo em sua integralidade é dom do Senhor, que devemos humildemente reconhecer. Isso não significa, porém, que não devamos trabalhar para que os batizados em sua totalidade, atualmente divididos, estejam um dia em plena comunhão pela mesma fé, mesmos sacramentos e mesmo governo. Não significa também que a Igreja já mostre neste mundo todo o seu esplendor, o que fica reservado para a escatologia.
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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

domingo, 23 de novembro de 2008