terça-feira, 18 de novembro de 2014

O eterno e perfeito sacrifício de Cristo

Agora, pense e procure responder:

Se o sacrifício de Cristo é eterno e perfeito e foi oferecido uma vez por todas, não é um erro celebrar o sacrifício da Missa?
Lutero chegava mesmo a dizer que a Missa é uma blasfêmia, pois inutiliza o sacrifício de Cristo! Será que ele estaria correto e a Igreja errada?

Não só a Igreja latina, mas todas as Igrejas católicas orientais e as Igrejas ortodoxas celebram o Sacrifício de Cristo na Eucaristia! É Tradição Apostólica! Estariam erradas?



Preste atenção:

A Missa não é uma repetição do sacrifício de Cristo, como se Ele morresse novamente! A fé da Igreja ensina que entre a Missa e o Sacrifício de Cristo a identidade é total, é numérica: é o único e mesmo sacrifício: no Calvário ele foi cruento, no Céu é eternamente glorioso, no Altar é gloriosamente incruento!

Então, em cada Santa Missa, pela força do Espírito Santo, torna-se presente no Altar o próprio sacrifício do Cristo tal qual está no Céu! 

Na Missa, é o próprio Cordeiro de pé como que imolado que Se faz presente no Altar, na Sua eterna e perfeita oferta ao Pai.
Assim, em cada Missa, o Céu desce, a terra sobe, é-nos dado participar das coisas do Céu, da Vida de Deus!

O mesmo Cordeiro sacrificalmente glorioso e gloriosamente sacrificado que os milhares de milhares celebram no Céu, no Seu sacrifício eterno, nós adoramos na terra e participamos da Sua oferta sobre o Altar da Missa. Que mistério: o Céu e a terra se unem; a Igreja do Céu e da terra se unem: lá, o Cordeiro no face a face da Glória, aqui, debaixo do véu do sacramento, na aparência do pão que não é mais pão e do vinho que não é mais vinho!

Para usar uma linguagem mais precisa: em cada Sacrifício da Missa torna-se presente sobre o Altar o próprio Cristo morto e ressuscitado, o Cordeiro em Sua imolação gloriosa! 

A intercessão e adoração que Ele, Filho divino e eterno, presta ao Pai na Sua humanidade gloriosa, torna-se presente sobre o Altar, para ser nossa oferta e nosso alimento!: oferecido em sacrifício e recebido em comunhão!

Mais que o maná, mais que aquele pão da viúva de Sarepta, esse Alimento divino nos dá a verdadeira Vida, que não acaba: a Vida de Deus!

Em cada Missa, nós nos unimos àquela multidão do Apocalipse, que adora o Cordeiro que está diante do Trono do Pai, do qual jorra a água do Espírito Santo.

Repito: na sagrada Liturgia nos é dado participar das coisas do Céu. É esta a verdadeira festa, o verdadeiro sentido desse Santíssimo Mistério que nunca deveria ser banalizado, como acontece hoje em tantas levianas e deformadas liturgias de profundo mal gosto...

Dom Henrique Soares da Costa
Bispo de Palmares
(Fonte: https://www.facebook.com/shares/view?id=718387754883549)
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