sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Nove formas de rezar


Inclinado em sinal de humildade; deitado no chão para pedir perdão pelos pecados; de joelhos para fazer penitência, participando nos sofrimentos de Jesus; com os braços abertos, fixando o Crucificado a fim de contemplar; com o olhar voltado para o céu sentindo-se arrebatado por Deus; na intimidade da meditação pessoal; sentado, tranquilo em atitude de escuta. São as nove formas de rezar de são Domingos de Gusmão propostas por Bento XVI aos fiéis que participaram esta manhã, quarta-feira 8 de Agosto, em Castel Gandolfo, no habitual encontro da audiência geral. Sobre o fundador da ordem dos padres pregadores, os dominicanos, o Pontífice já tinha falado numa catequese precedente, sublinhando a sua contribuição fundamental para a renovação da Igreja do seu tempo. Esta manhã quis apresentá-lo como «homem de oração» e «exemplo de integração harmoniosa entre contemplação dos mistérios divinos e actividades apostólicas», a tal ponto que «em cada momento a oração – afirmou – foi a força que renovou e tornou cada vez mais fecundas as suas obras apostólicas». Olhando para ele, o homem de hoje pode redescobrir «que a oração está na origem do testemunho de fé que cada cristão deve dar em família, no trabalho, no compromisso social e também nos momentos de lazer», pois «só a relação constante com Deus nos dá a força para viver intensamente cada acontecimento, sobretudo os mais difíceis». E fazem parte integrante da oração, recordou Bento XVI, também os comportamentos externos que acompanham «o diálogo com Deus». Depois, o Papa quis realçar a «necessidade para a nossa vida espiritual, de encontrar quotidianamente momentos para rezar com tranquilidade; devemos conceder-nos a nós mesmos este tempo sobretudo durante as férias, ter um pouco de tempo para falar com Deus». Será um modo «também para ajudar quem está próximo de nós – acrescentou o Pontífice – a entrar no raio luminoso da presença de Deus, que traz a paz e o amor de que necessitamos».
Concluindo a meditação sobre são Domingos o Papa dirigiu-se, como habitualmente, aos diversos grupos de fiéis provenientes de vários países. Ao saudar os peregrinos de língua francesa aproveitou mais uma vez a oportunidade para recomendar que dediquem este tempo privilegiado das férias à busca do contacto pessoal com Deus e com o próximo.
fonte.: news.va
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