quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O homem está sozinho no universo?

Fazer adivinhações sobre a possibilidade de vida em outros planetas é tarefa muito árdua. Não se discute vida nas estrelas, porque estas ardem em temperaturas tão altas, que a vida não tem a mínima chance de se desenvolver, nem nas formas mais rudimentares. Conjetura-se sobre a possibilidade de vida em astros menores que giram ao redor de sóis, mais ou menos distantes (planetas).

Estes podem reunir eventuais condições de temperatura conveniente para a vida, de radiações condizentes, de gravidade adequada, de suficiente alimentação para repor as energias dispendidas. Seguramente existem bilhões de planetas, para não falar em trilhões. A Bíblia nada fala de existência de seres de vida bem primitiva no universo. Muito menos acena com outros seres inteligentes no espaço infinito. Fala sim, de seres puramente espirituais, que não tem vínculo com o cosmos, com suas variações atômicas. São os anjos, seres puramente espirituais. Embora as Escrituras reconheçam que “Com Deus está a sabedoria e a força” (Jó 12, 13), nada ela fala, em concreto, sobre um festival de vida como há aqui na Terra. A discussão continua aberta.

Mas conduzindo-me pela luz da inteligência humana, estou inclinado a dizer que as condições favoráveis à vida, como temos no nosso planeta, é muitíssimo difícil de se repetir. Pode até acontecer de haver vírus pelo espaço infinito. Mas haver uma vida mais complexa, não é nada fácil. Ou os planetas são muito quentes, a ponto de não suportar vida; ou são tão frios que nada neles pode crescer. O Criador caprichou e reuniu milhões de condições favoráveis, aqui no “planeta água”, que não concedeu a nenhum outro planeta. Mas num excesso de otimismo, suponhamos que esses seres inteligentes e corpóreos existem, em algum lugar do universo, e que tenham um alto grau de civilização. Estamos separados deles para sempre. Pois a maior velocidade que existe, é a da luz (trezentos mil quilômetros por segundo). Viajando ao encontro desses outros seres vivos, precisaríamos viajar, a essa velocidade, por milhares de anos, ou até milhões, para encontrá-los. Diante disso, é melhor ficar em casa. Vemos que a experiência de nos comunicarmos, via rádio, com extraterrestres, durante dezenas de anos, só produziu um resultado: o silêncio mais desencorajador. Vamos fazer as pazes entre nós, e viver por aqui mesmo.

por Dom Aloísio Roque Oppermann
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