segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Revolução "Rock" Porta aberta para o satanismo.


Gerado em "laboratórios", o rock produz a animalização do homem inserido numa vida tribal e anárquica, rumo ao culto satânico
Há 50 anos uma profunda revolução de caráter cultural proclamou seu radicalismo através da música: o Rock-and-roll.
Na vida de muitos daqueles que nasceram durante ou após a década de 40, no campo tendencial a música rock é algo de grande significado, como observa o eloqüente sociólogo norte-americano Malcolm Doney: "Ela tem-se mostrado, quem sabe, como a forma artística mais significativa surgida neste século". E acrescenta: "O Rock é o aferidor das mudanças de atitudes dos jovens para com o sexo, a autoridade, o gosto, seus contemporâneos e a ética" (1).
O fenômeno rock-and-roll, como todo acontecimento sócio-cultural revolucionário, não nasceu de geração espontânea. Foi elaborado sob cuidados extremos em "laboratórios", com a finalidade de tentar quebrar, através da música, a estrutura da alma humana e decretar o império anárquico dos sentidos sobre a inteligência e a vontade. Essa animalização do homem remetê-lo-ia para um estilo de vida tribal, na qual o demônio, adorado por todos, seria o senhor. Assim o demonstram Plinio Corrêa de Oliveira em sua renomada obra Revolução e Contra-Revolução (2), John Blanchard em seu livro Rock in... Igreja?! e numerosos autores citados nesta obra (3).
O rock é como o rio Amazonas da música, com muitos afluentes "formados de muitos panos de fundo culturais (alemães, checos, franceses, irlandeses, espanhóis, ingleses, norte-americanos e outros), e mesmo a música da África foi moldada pelo contato mantido com Europa, Ásia e Oriente Médio" (4).
Abrindo o caminho para o aparecimento do rock, "surgiu um conjunto de homens de meia idade, que cantava música country e western, chamado Bill Haley and the Comets; estes, enfatizando mais o ritmo que as palavras, gravaram o primeiro rock `n'roll a entrar para as paradas de sucesso, gravado por um branco: `Rock around the clock' (Dançando o tempo todo) e `Crazy, Man, Crazy' (Louco, Cara, Louco)" (5).

Em 1954 aparece o "ungido pelo demônio"
Elvis Aarão Presley é assim qualificado por especialistas do tema rock: "O branco bem apessoado, galã de cinema, mas que cantava, dançava e se vestia como um negro, era chocante: balançava os quadris e gemia, sugerindo o próprio ato sexual. Cresceu no Mississipi ouvindo blues, country e canções religiosas no templo da Assembléia de Deus. Chegou a pregar para os pentecostalistas e começou a ensinar [de modo blasfemo] que Jesus Cristo havia pecado com as mulheres que O seguiam!". Tais autores, em seu acadêmico trabalho Stairway to Heaven, publicado pela Ballantines Book de Nova York, acrescentam: "Elvis disse: `Quando o espírito move, é vão resistir; quando esse estranho feeling descia sobre mim, eu era capaz de correr sobre as teclas daquele piano como jamais o fizera. Até parecia que uma força de fora me tomava e carregava meu corpo. Tive a sensação de estar ungido pelo demônio.
" `Não sei como descrever isto, pois era completamente diferente de tudo quanto experimentara na vida. Eu sabia que isto não vinha de Deus' " (6).
John Blanchard, acima referido, tece o seguinte comentário sobre Presley:
"Foi adorado por uns e odiado por outros. Para milhões de fãs ele era o `Rei', para outros a própria personificação do Mal. Sua aparência era arrogante, sensual e obscena. Consultava um médium espírita no Colorado e estava profundamente viciado em tóxicos".
"Quando morreu em 1977, aos 42 anos, havia ganho milhões de dólares e era apenas um moço precocemente envelhecido, tão perfurado por marcas de picadas, que não havia mais espaço para tomar injeções" (7).

Beatles, sucessores de Elvis
O mesmo autor traça um breve histórico de Elvis, dos Beatles, dos hippies, dos Rolling Stones e do rock punk:
"Elvis abriu as comportas para centenas de imitadores e seguidores desse estilo cru, agressivo e sensual. "Mas, surpreendentemente, a moda não durou muito tempo. No final dos anos 50, o palco foi cedido para a música folk, que falava de questões políticas de relevância: o legendário Bob Dylan, Joan Baez e outros cantavam músicas de protesto.
"Mas tudo mudou em 1963 com a chegada dos Beatles: [o blasfemo] John Lennon chegou a afirmar que os Beatles eram mais populares que Jesus Cristo.
"No final dos anos 60 surgiu o movimento hippie, e a música dos Beatles `Sergeant Peppers' se tornou o hino oficial da cultura hippie.
"Vieram os festivais gigantescos, e o Woodstock (Nova York) recebeu um público de 500.000 fãs do rock em agosto de 1969: foram três dias de drogas, sexo e música. Assim como em Altamont, próximo a São Francisco, houve muitos crimes.
"Nick Cohn afirmou: os Rolling Stones eram maus e sujos... e emitiam barulho o mais duro, indigesto e ofensivo barulho que qualquer outro conjunto inglês já produzira.
"Surgiu o rock punk como sendo o último lixo musical produzido por nossa cultura perturbada, e seus promotores como sendo aqueles que adoram o ódio, a agressão, a apatia, a concupiscência, o álcool e a anarquia" (8).

Balanço de três pesadelos: Rock in Rio I, II e III
Em janeiro último realizou-se no Rio de Janeiro o festival Rock in Rio III. Cabe aqui uma palavra sobre esse evento e os que o antecederam, pois eles constituem lances-chaves do funesto histórico do Rock no País.
O Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, em palestra para colaboradores de Catolicismo sobre o Rock in Rio I, teceu a seguinte consideração em 15-5-1987: "...De um modo geral, todos tínhamos a idéia de bandos fétidos, de malucos soltos por uma terra também amalucada. Esses bandos pensavam e faziam entre si coisas dessas.
"Porque sempre houve duas modalidades de apresentação satânica sobre a Terra: há o satanismo histérico, barulhento, agitado, angustiado, que profere blasfêmias, que diz horrores etc. É o satanismo por excelência. Mas há também outra forma de satanismo: quando se lê sobre magia etc., alguns desses que entram em transe com o demônio, vistos na vida comum, são homens ou mulheres muito tranqüilos".
A respeito do Rock in Rio II, é oportuno lembrar uma apreciação publicada na "Folha Ilustrada", de 23-1-91: "O Rock in Rio II aparece com todos os seus detalhes, entre todos os seus gritos, com todas as suas convulsões, com sua espetacularidade agressiva, sua feiúra, sua monstruosidade, seu entusiasmo, sua violência e seu grotesco".
A propósito desse tópico, observou aquele insigne pensador católico, em 27-1-1991: "Eu considero os espetáculos do Rock in Rio II como tentativas ou ensaios do reino do demônio. ... É ofensivo contra aquilo que ainda existe no homem de são, para o destruir. .... é parecido com todo o show de caos que a política nos vai oferecendo, tentando fazer esta festa da anarquia. Trata-se de um processo. O demônio aparece nas suas formas chiantes, gritantes, cantantes, e se exprime assim".
O Rock in Rio III, apesar de ter contado com a presença de farta música popular brasileira e estrangeira, orquestra sinfônica, artistas e apresentadores de rádios e TVs, não conseguiu nem de longe causar o impacto e a animação dos anteriores.
O "Jornal do Brasil", de 23-1-01, observa: "Coisa morna a apresentação do Capital Inicial no Palco Mundo do Rock in Rio. Por que será que perderam a chance de colocar 250 mil cabeças para pular?"
Em outro local da mesma edição, lê-se: "O Red Hot Chili Peppers parecia com pressa de encerrar seu show no Inferno, quer dizer, na Cidade do Rock." E a respeito do término do Guns N' Roses há um resgristo irônico: ".... um obrigado não chegou a transformar os anjos em diabinhos".
Como disse fatigado o ex-beatle John Lennon, "o sonho acabou". E acabou na lama, tendo como últimos mohicanos do Palco Mundo os californianos do Red Hot Chili Peppers.
Fotos absolutamente grotescas e imorais encheram as páginas de jornais e revistas, exatamente como o fizeram em shows anteriores. O desvario e o cansaço, além do vazio e da frustração, prevaleciam nas fisionomias dos roqueiros. Mas com uma diferença: o Rock i Rio III tornou patente o desgaste atual dessa música degradante em relação ao ardor inicial.
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