quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Você sabe diferenciar o necessário do supérfluo?

Por acaso vc está buscando alguma oferta? Sente que seu eletrodoméstico já está ultrapassado? Necessita trocar seu celular por um de última geração? Quer comprar o carro do ano? Pois bem, será que já nos perguntamos o que realmente necessitamos para viver?
Façamos uma lista muito sumária de alguns itens realmente indispensáveis para a existência humana. Sobretudo o ar, sem ele será impossível subsistir; depois a alimentação, tanto água quanto comida sólida, o cardápio não entra em questão; e creio que uma habitação simples, composta de quatro paredes e um teto, para abrigar-se das intempéries, assim como algum agasalho será o suficiente, e pronto. Já temos tudo para viver!
Provavelmente esta lista não agradará a maioria das pessoas acostumadas com os meios de comunicação atuais ou com as cômodas formas de locomoção. Mas por que isto? Porque nos habituamos com o consumismo, uma forma de adquirir o que é supérfluo. Compra-se o que não se quer, com o dinheiro que não se tem.
Mas se poderia objetar que não é possível obrigar uma pessoa a comprar o que ela não quer. Em sentido estrito é verdade. No entanto, consegue-se isto através da persuasão publicitária. Por meio de uma boa argumentação pode-se levar um cidadão a tornar-se um cliente efetivo. As qualidades de um produto parecerão “tentadoras”, somadas às “facilidades” de pagamento. Por fim, a compra. E lá vai o freguês convencido de ter feito um bom negócio…
Já possuidor de seu novo aparato, o comprador terá de “degustar” um manual, às vezes bem recheado, para aproveitar todas as possibilidades do novo produto. Porém, quando ainda nem chegou à metade do manual, já saiu outra mercadoria com mais acessórios e mais uma vez começa a corrida para se manter atualizado com a globalização, que também pode ser entendida com o sentido de moda.
Aqui não se pretende demonstrar que as pessoas devam viver como se estivessem na “Idade da Pedra”; pelo contrário, deseja-se apontar como estão os nossos critérios de escolha em relação àquilo que nos rodeia.
Portanto, voltaremos à questão: há coisas “supérfluas” que são realmente necessárias para nossa vida? A resposta é sim, tudo aquilo que é belo e que nos conduza a pensar em algo superior. Por exemplo, um bonito tapete além de amaciar nossos passos, embeleza o ambiente que compõem. E assim, mil outros “supérfluos” são necessários para dar sentido à vida.
Quem vive sem este senso de distinção e elevação, no fundo, sem se reportar a Deus, vive simplesmente para esta terra e esquece-se que foi criado para outra Vida, que é a eterna.
A tendência atual é fazer tudo descartável, pois virão sempre outras coisas “melhores”, para não dizer mais descartáveis. Vai se tornando cada vez mais difícil encontrar pessoas que apresentem, por exemplo, um relógio pertencente ao seu avô, o qual guardam como uma verdadeira relíquia. Na medida em que os produtos se tornam menos valiosos, simbolicamente, a vida também perde seu sentido.
Quando tivermos que escolher uma decoração para a própria casa, devemos buscar, antes de tudo, aqueles objetos que mais facilmente podem nos levar a considerações das realidades futuras, pela sua beleza e simbologia, e que darão à vida o seu verdadeiro sentido.
Por outro lado, vê-se a necessidade de se utilizar de certos aparelhos que facilitarão o trabalho humano, mas estes não podem ser o centro da vida e dos pensamentos. Basta ressaltar o tempo que muitas pessoas dispensam a determinados aparelhos e o tempo em que pensam em Deus durante o dia.
A partir do momento que o estilo de vida “moderno” afasta-nos das considerações acerca de Deus, chegou à hora de rever a própria vida.

Thiago de Oliveira Geraldo
Postar um comentário