quinta-feira, 8 de julho de 2010

A POLUIÇÃO DA FÉ












"Se pensamos nos dois milênios de história da Igreja, podemos observar que - como havia prenunciado o Senhor Jesus (cf. Mt 10, 16-33) - nunca faltaram para os cristãos as provações, que em alguns períodos e lugares assumiram o caráter de verdadeiras e próprias perseguições. Essas, no entanto, apesar do sofrimento que provocam, não constituem o perigo mais grave para a Igreja. O dano maior, de fato, provém daquilo que polui a fé e a vida cristã dos seus membros e das suas comunidades, afetando a integridade do Corpo Místico, enfraquecendo a sua capacidade de profecia e testemunho, manchando a beleza de seu rosto".

Logo no início, o Papa disse que o tema dos textos bíblicos da Liturgia do dia "se poderia resumir assim: Deus está próximo de seus fiéis servidores e os livra de todo o mal, e livra a Igreja das forças negativas".

A partir da promessa de Jesus à Igreja - "as forças do inferno não prevalecerão" -, o Santo Padre afirmou que essa realidade vale não somente para as históricas perseguições que resultaram no martírio de Pedro e Paulo, "mas vai além, desejando assegurar a proteção sobretudo contra as ameaças de ordem espiritual".

Nesse sentido, o Pontífice destacou que é possível afirmar que existe uma garantia de liberdade assegurada por Deus à Igreja, tanto dos laços materiais - que podem prejudicar a missão - quanto dos males espirituais e morais - que podem afetar a credibilidade.

Dirigindo-se aos 38 Arcebispos Metropolitanos nomeados no último ano, que participaram do rito de imposição do pálio - entre os quais dois brasileiros -, o Papa salientou que a comunhão com Pedro e seus sucessor é garantia de liberdade, seja com relação aos poderes constituídos, seja "no sentido da plena adesão à verdade, à autêntica tradição, de tal forma que o Povo de Deus seja preservado de erros concernentes à fé e à moral", indicou.

O Santo Padre também referiu-se à promessa de Jesus - de que as portas do inferno não prevalecerão sobre a Igreja - em um sentido ecumênico:

"A partir do momento que, como citei há pouco, um dos efeitos típicos da ação do Maligno é exatamente a divisão no interior da comunidade eclesial. As divisões, de fato, são sintomas da força do pecado, que continua a agir nos membros da Igreja mesmo após a redenção. [...] A unidade da Igreja está enraizada na sua união com Cristo, e a causa da plena unidade dos cristãos - sempre a se buscar e renovar, de geração em geração - é, então, sustentada pela sua oração e sua promessa".

Fonte: www.vaticano.va, canção nova e ACI Digital.
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