O coração e a alma livre
Quando parei por um instante hoje pela manhã pensei sobre a necessidade de ter o coração e alma livre, no mesmo instante me lembrei das primeiras páginas de O Coração: uma análise da afetividade humana e divina, de Dietrich von Hildebrand, onde ele descreve algo que mexe profundamente com quem lê com sinceridade: o coração é o centro vivo da pessoa, o lugar onde o afeto se torna linguagem, onde a resposta ao valor se torna chama e onde a vida moral encontra sua verdadeira altura. Ele afirma que os afetos não são impulsos cegos, mas movimentos conscientes da alma diante daquilo que reconhece como valioso. Enquanto lia, eu percebia que a verdadeira liberdade interior começa exatamente ali, onde o coração deixa de ser um campo de impulsos dispersos e passa a ser um santuário ordenado pelo Bem. É impossível não lembrar da súplica do salmista: "criai em mim um coração que seja puro dai-me de novo um espírito decidido" (Sl 51,10), porque só um coração assim pode ser livre para ama...